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Ritidoplastia melhorando os efeitos da Paralisia Facial Periférica







A paralisia facial periférica é uma doença relativamente comum, que pode deixar sequelas estéticas e funcionais importantes no paciente1. O nervo facial (VII par craniano) é o responsável pela inervação dos músculos da mímica, pelo tônus em repouso e pela contração voluntária e involuntária de cada hemiface. As lesões desse nervo produzem deformidades em graus variáveis. O tratamento da paralisia facial visa recuperar a simetria estática e dinâmica da face As principais causas de paralisia facial são lesões cirúrgicas e traumáticas, acidentes vasculares cerebrais, e paralisia por etiologia não determinada, que é a mais comum.

Algumas características são comuns aos pacientes acometidos: o lado paralisado tem poucas rugas, apresenta queda da comissura labial e supercílio, e tem um sulco nasogeniano menos marcado. Ocorre uma reação hipercinética da musculatura do lado contralateral, devido à falta de tônus do lado paralisado.

Após a fase aguda, existem alguns métodos para minimizar os efeitos e tentar devolver ao paciente expressão facial e alguma função para a musculatura da face. O tratamento inclui retalhos microcirúrgicos, sutura direta de nervos ou enxertos, transposição muscular, técnicas de suspensão e ressecção cutânea como ritidoplastia

A ritidoplastia é uma das cirurgias estéticas mais realizadas no mundo, desde 1919 já existem relatos de técnicas para o rejuvenescimento facial, como o browlift descrito por Passot. Desde a década de 90, existem relatos de cirurgias minimamente invasivas, assim como técnicas endoscópicas, além do aperfeiçoamento das técnicas convencionai.

Com o crescimento das cirurgias, o número de complicações também cresceu, sendo as lesões nervosas as que despertam maior preocupação8. Outras complicações encontradas no procedimento são hematomas, seromas, deiscências, cicatrização inadequada, alopécia, infecções, e fístula salivar.

As principais lesões nervosas encontradas nos procedimentos são do nervo facial e seus ramos. Sendo mais frequente lesões sensitivas do que motoras. Geralmente lesões transitórias, uma lesão definitiva do nervo facial é rara. Também foi observado um número maior de lesões em técnicas endoscópicas do que em procedimentos convencionais

A habilidade da harmonização facial requer habilidade técnica, rigoroso estudo da anatomia e sensibilidade artística para individualizar o objetivo cirúrgico conforme as necessidades e desejos do paciente.



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