Segmentos do Nervo Facial






Para melhor se entender sobre a Paralisia Facial Periférica, é necessário o estudo do nervo facial.. Um completo conhecimento da anatomia do nervo facial é essencial para a localização do nível da lesão, a formulação de considerações diagnósticas e o planejamento de uma possível abordagem terapêutica.

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O nervo facial é um nervo misto, contendo fibras sensoriais e motoras. As fibras sensoriais transmitem informações sobre tato, dor e pressão, originadas na língua e faringe, além de informações produzidas nos quimioceptores dos brotamentos gustativos, situados na parte anterior da língua, que são levadas para o núcleo solitário. As fibras motoras inervam os músculos da expressão facial, sendo este o nervo facial propriamente dito.

O nervo facial possui localização no interior do Canal de Falópio, percorrendo um trajeto de mais ou menos 35 mm, sujeito à ação de processos compressivos e infecciosos de natureza variada, que podem interromper o seu fluxo nervoso, levando-o ao bloqueio total de suas funções. Possui aproximadamente 7000 neurofilamentos constituindo as fibras nervosas do nervo, reunidas em um cilindro eixo envolvido por uma tênue bainha de mielina.

A estrutura do nervo facial é composta pela bainha, tecido fibroso que envolve o nervo como um todo e contém sua camada "vasa nervorum"; pelo epineuro, tecido conjuntivo que envolve o nervo como um todo interiormente à bainha; pelo perineuro, uma camada mesotelial fina e densa que envolve cada feixe de funículo nervoso; e pelo endoneuro, tecido conjuntivo que emoldura o interior do funículo nervoso e separa cada fibra nervosa.

Anatomicamente, o nervo facial origina-se no núcleo facial, situado na ponte, e emerge da parte lateral do sulco bulbo-pontino próximo, portanto, do cerebelo (ângulo ponto cerebelar). A seguir penetra no osso temporal pelo meato acústico interno e exterioriza do crânio pelo forame estilomastóideo, para se distribuir, através de seus ramos, aos músculos mímicos, estilohiódeo e ventre posterior do músculo digástrico, após trajeto dentro da glândula parótida. As fibras destinadas a esses músculos são as eferentes viscerais especiais, constituindo o componente funcional mais importante do VII par craniano. O nervo facial intermédio possui fibras aferentes viscerais especiais, que recebem impulsos gustativos originados nos 2/3 anteriores da língua; fibras aferentes viscerais gerais, que são em parte responsáveis pela parte posterior das fossas nasais e face superior do palato mole, além de responsáveis pela inervação pré-ganglionar das glândulas lacrimal, submandibular e sublingual; e fibras aferentes somáticas gerais, que juntamente com fibras do glossofaríngeo e do vago, são responsáveis pela sensibilidade de parte do pavilhão auditivo e do meato acústico externo

Para facilitar o estudo de eventuais problemas que possam ocorrer com o nervo facial, este é dividido em segmentos, desde sua origem até suas terminações na musculatura facial

Segmento Pontino

Inicia posterior e juntamente com o nervo intermédio e acústico, atravessando o espaço do ângulo ponto cerebelar até o meato acústico interno.

Segmento Meático

    Mede aproximadamente 8 mm e seu fundo une-se ao nervo intermédio formando um só nervo, quando o facial penetra no canal de Falópio.

Segmento Labiríntico

    Mede aproximadamente 4 mm, com início no fundo do meato e término no gânglio geniculado, que descansa sobre a cóclea. Ao chegar nesse ponto, o facial se curva para trás e forma um ângulo de 60º, constituindo assim o primeiro joelho do nervo facial.

Segmento Timpânico

    Com aproximadamente 10 mm, divide-se em uma porção proximal ou cocleariforme, que vai do gânglio até o processo cocleariforme, e uma porção distal chamada estapediana, intimamente relacionada ao estribo.

Segmento Piramidal

    Com aproximadamente 4 mm, relaciona-se intimamente com a eminência piramidal.

Segmento Mastóideo

    Mede cerca de 15 mm, com início junto ao processo piramidal, apresentando o segundo joelho do nervo facial, com uma curva de 110º.

Segmento Extratemporal

    Inicia junto ao forame estilomastóideo e, ao atingir a parótida, começa a se dividir e termina como uma verdadeira rede na musculatura da face (LUCENA, 1993).

    Já na glândula parótida, o nervo facial divide-se em tronco temporofacial e cervicofacial, de onde sairão os ramos terminais frontal, que inerva o músculo frontal, corrugador do supercílio, parte superior do músculo orbicular do olho, auriculares superior e anterior, além de músculos intrínsecos da superfície lateral da orelha; ramo zigomático, que inerva a parte lateral e inferior do músculo orbicular do olho, músculos do nariz e lábio superior; ramo bucal, que inerva os músculos levantadores do lábio superior, levantador do ângulo da boca, nasal, prócero, risório, zigomático maior e menor, orbicular da boca e bucinador; ramo marginal da mandíbula, que inerva o músculo depressor do ângulo da boca, depressor do lábio inferior e mentual; e, por fim, ramo cervical, que inerva o músculo da mandíbula (LUCENA, 1993).
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