sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Acordei com uma Paralisia Facial...e agora, o que fazer?

Acordei com uma Paralisia Facial...e agora, o que fazer?

" Através da face revelamos ao mundo nossas emoções... nosso ser"

O que é a Paralisia Facial?
É a paralisia que ocorre com os nervos periféricos da face (nervo facial), responsável pelos movimentos dos músculos da face, pelo lacrimejamento dos olhos, pela proteção do sistema auditivo contra os sons fortes e também pela sensibilidade gustativa na parte anterior da língua.

Qual é a incidência da Paralisia Facial?
Pode ocorrer em qualquer idade com incidência maior em indivíduos entre 20 e 40 anos e do sexo masculino.

Quais as principais causas da Paralisia Facial?
A Paralisia Facial pode resultar de infecções virais ( herpes zoster), traumatismos, tumores, alterações congênitas (defeitos de nascimento) e até por diabetes.

Paralisia Facial, o que fazer?
Inicialmente, indica-se procurar um médico Otorrinolaringologista;
Passar por uma série de exames indicados, como: exames otoneurológicos, exames neurológicos, eletromiografias, testes de equilíbrio, medição do lacrimejamento, radiografias da face, tomografias computadorizadas, ressonância magnética entre outros.
Iniciar o mais rápido possível o tratamento para estimular a musculatura paralisada.


Fonoaudiologia atuando na Paralisia Facial
Como um profissional de detém de conhecimentos de toda a musculatura facial e sua funcionalidade, o Fonoaudiólogo é um dos profissionais capacitados a trabalhar diretamente em casos de Paralisia Facial.

Como é o trabalho do Fonoaudiólogo na Paralisia Facial?
Inicia-se com uma Avaliação minuciosa do funcionamento da musculatura facial em relação à sensibilidade, aos movimentos e função dos músculos, como Mastigação, Deglutição, Sucção e Articulação das palavras.

Tratamento consiste em:
Trabalho de sensibilização da musculatura facial;
Exercícios com os músculos faciais;
Alongamento dos músculos faciais;
Massagens manuais estimulatórias e relaxantes;
Estimulação termoestimulatória, através do calor e/ou do frio;
Exercícios miofuncionais (Mastigação, Deglutição, Sucção e Articulação);


Qual é o tempo de recuperação da Paralisia Facial?
A recuperação da função muscular será determinada pelo grau de comprometimento, pela causa e tipo da lesão do nervo facial.
A busca pelo tratamento Médico ou Fonoaudiológico da Paralisia Facial deve ser precoce, a fim de propiciar uma recuperação muscular favorável e rápida.

Fotos de pacientes com Paralisia Facial Periférica

Paciente com paralisia facial crônica, tentando assoviar.
Figura retirada do livro: "Terapia de Regulação Orofacial" / Rodolfo Castilho Morales – São Paulo: Memnon, 1999 – página 89
 
Paciente com Paralisia Facial Periférica, fazendo abertura de boca, sendo observado o desvio do ângulo de boca e o nariz para o lado não comprometido
Figura retirada do livro: "Terapia de Regulação Orofacial" / Rodolfo Castilho Morales – São Paulo: Memnon, 1999 – página 88
 
Paciente com Paralisia Facial Periférica, fechando os olhos. Observa-se o desvio do ângulo da boca mesmo fechada e o nariz para o lado não comprometido.
Figura retirada do livro: "Terapia de Regulação Orofacial" / Rodolfo Castilho Morales – São Paulo: Memnon, 1999 – página 89

Paralisia facial: nova técnica reabilita movimento


Pessoas com paralisia facial têm uma nova chance de reabilitação dos movimentos do rosto através de uma técnica chamada terapia miofacial, desenvolvida na Divisão de Cirurgia Plástica e Queimaduras do Hospital das Clínicas (HC), São Paulo. Utilizada em conjunto com a aplicação de toxina botulínica, já reabilitou cerca de 50 pacientes que conviviam há mais de dois anos com esse estigma.
 
A terapia miofacial, criada pela fonoaudióloga, Paula Nunes Toledo, utiliza movimentos manuais nos músculos da face para estimulá-los a se tornar novamente ativos. A técnica, que se assemelha a uma massagem, funciona como uma espécie de aula para que esse músculo reaprenda sua função: Ensino o músculo a fazer novamente os movimentos, diz a fonoaudióloga. O tratamento inicial dura quatro sessões, depois passa a ser feito uma vez por mês. Durante essa fase, é aplicada a toxina botulínica para suavizar as conseqüências da paralisia.
 
O efeito da toxina pode durar até seis meses e então, outra aplicação será feita. As principais causas da paralisia facial são o Acidente Vascular Cerebral, traumas causados por acidentes e tumores, mas, também, há casos onde não se consegue diagnosticar a causa. A alteração da aparência dos portadores da paralisia como boca torta, pálpebra caída, enrugamento da face é apontada pelos doentes como uma das piores conseqüências desse mal. A toxina botulínica, utilizada com a terapia miofacial consegue acelerar a recuperação dessas seqüelas.

Paralisia Facial e Parestesia: condutas terapêuticas

O nervo facial, VII par craniano, é responsável pelos movimentos da face, ou seja, da mímica facial, e quando lesado cessa os movimento musculares da hemiface afetada desde o supercílio até a boca. Dentre as causas da paralisia facial, temos: idiopática, traumática, infecciosa, neoplasia, metabólica, congênita, vascular e tóxica. Devemos saber diferenciar as paralisias das parestesias, sendo a última, descrita como sensações estranhas de "formigamento" na área compreendida pelo nervo afetado.

Revisão de Literatura

Paralisia Facial

Segundo Duus (1985) e Santos (2000), a paralisia facial ocorre quando há compressão do nervo facial, por algum processo mórbido qualquer, na região parotídea, sendo esta lesão homolateral, ou seja, o lado afetado será o lado onde estiver a lesão.

Etiologia

A etiologia da paralisia facial pode ser dividida em: idiopática; traumática; infecciosa; neoplásica; metabólica; congênita; vascular e tóxicas.

Idiopática ou Paralisia de Bell

Estudos realizados com pacientes submetidos a rápidas oscilações de temperatura, mostraram que em poucos dias os pacientes apresentaram paralisia hemifacial. Em 80% dos casos ocorreram melhora em poucos dias, mas em 20% dos casos não houve melhora, devido a erros na reorientação das fibras nervosas.

Traumática

A paralisia facial de ordem traumática pode acometer os indivíduos sob várias formas, como por exemplo, objetos cortantes, perfurantes, projéteis de arma de fogo na face, acidentes automobilísticos, traumas cirúrgicos, entre outros (CHEVALIER 1990; CAMBIER; MASSON; DEHER 1983).

Infecciosa

Podemos ter algumas lesões do nervo facial de origem infecciosa, como:

- Meniginte: com comprometimento da bainha do nervo craniano, as reações inflamatórias ou exudativas causam paralisia facial (BENTO; BARBOSA 1994).

- Otite: ocorre compressão, inflamação ou mesmo destruição do nervo facial, pois a otite pode se apresentar desde uma leve supuração até a necrose dos ossos (BENTO; BARBOSA 1994).

- Herpes Zoster: ocorre por um processo inflamatório agudo em gânglios sensitivos, o vírus atinge - por um processo desconhecido - nervos de um mesmo lado de corpo. Ocorre o aparecimento de vesículas, dores, diminuição sensibilidade e por fim a paralisia do nervo (MARTINS; KWIECZISKI 1994).

Neoplasias

A lesão ao nervo facial pelas neoplasias se dá por compressão do nervo, bem como destruição do mesmo. As neoplasias mais comuns são: da glândula parótida, do tronco cerebral e quarto ventrículo, do ângulo ponto cerebelar na base do crânio (CHEVALIER 1990).

Metabólicos

Em diabéticos, a paralisia facial é causada por disfunções metabólicas. De patogenia mista, de um lado haveria insuficiente circulação no vasa-neverum do facial, e por outro agiria a deficiência relativa de aneurisma (MAY 1979).

Congênitas

Há dois tipos de paralisias faciais congênitas, segundo Chevalier (1990).
- Não desenvolvimento dos núcleos celulares pontinos, que dariam origem às fibras do nervo facial.
- Paralisia facial do tipo "Heller", que consiste na não formação do pavilhão da orelha e outras estruturas circunvizinhas.

Vascular

Um bloqueio na circulação arterial que nutre o nervo pode causar a paralisia facial (DORRETO, 1998; SANTOS, 2000).

Tóxicas

Em relação à paralisia facial tóxica, somente a Toxicose pode causar lesão isolada do nervo facial, pois as demais lesões por agentes tóxicos fariam com que o nervo facial fosse mais um nervo afetado, já que há um quadro de polineuropatia (BENTO e BARBOSA 1994).

Sinais e Sintomas

De acordo com estudos de Bento e Barbosa (1994), o paciente afetado pela paralisia facial apresenta assimetria da face, tendo a hemiface paralisada. O olho do lado afetado está mais aberto, sendo incapaz de fecha-lo, a comissura labial está repuxada assobiar. A sintomatologia apresentada é de perda de sensibilidade no lado afetado e perda dos movimentos musculares do lado afetado da face.

Diagnóstico Diferencial

Segundo Machado (1993), como diagnóstico diferencial podemos considerar a paralisia facial central, que como sinais, apresenta a parte superior da face poupada (músculo orbicular dos olhos), sendo afetada somente o terço inferior da face, diferente da paralisia facial, onde toda hemiface é afetada.

As paralisias faciais periféricas são totais, já nas centrais, pode haver contração involuntária da musculatura mímica como manifestação emocional, ou seja, o paciente pode contrair a musculatura do lado afetado quando ri ou chora, mas não os contrai voluntariamente. A paralisia facial é homolateral, correndo do mesmo lado da lesão e as paralisias centrais são contralaterais, ocorrem do lado oposto da lesão.

Tratamento

Antes de iniciarmos o tratamento devemos analisar primeiramente a etiologia da paralisia facial, pois, se estivermos diante de uma infecção, provavelmente ministraremos antibióticos ou antivirais, para tratamento inicial.

Em casos de compressão do nervo facial por edema pós-trauma (paralisia facial traumática), iremos aguardar para que os movimentos voltem gradativamente, não tendo êxito, usaremos corticóides (prenidsona), Adour (1982). Outra opção, segundo Vasconcelos (2001), seria a descompressão cirúrgica.

Outra conduta também aceita, como descrito por Cintra et al. (1957) podem ser com tratamento medicamentoso, tendo assim a vitamina B1, e o complexo B, associadas à estricnina na dose de 1mg por ampola, em injeções intramusculares diárias, até atingir 12 ampolas (este é um tratamento clássico). Outra forma seria o uso de cortisona, 100mg a cada 6 horas durante os dois ou três primeiros dias, para que, se houver melhora, haver um espaçamento entre as doses iniciais. Neville et al. (1998), descrevem que não há um tratamento efetivo para a paralisia de Bell, os sintomas tendem a regredir dentro de um a dois meses, embora haja uma melhora com o uso de histamina ou medicamentos vasodilatadores.

Temos algumas outras condutas terapêuticas como exemplo, a crioterapia, Rodrigues (1995), utilizada a mais de 100 anos para tratamento de disfunções neurológicas e traumáticas, esta técnica consiste em utilizar pedras de gelo na hemiface afetada com movimentos rápidos, agindo na musculatura de maneira que haja uma despolarização das fibras nervosas, gerando estímulo ao músculo para que se contraia.

Temos também, como descrito por Clayton (1999), a eletroterapia, que é um estímulo sensitivo/motor à musculatura, onde é escolhida uma corrente adequada onde teremos o tempo de pulso e intensidade de corrente para cada caso, de acordo com o eletrodiagnóstico prévio, que é um método de diagnóstico realizado com corrente galvânica interrompida e exponencial, facilitando assim a escolha de tempo de duração, variação de tempo de intensidade e freqüência dos estímulos. Caso não haja o eletrodiagnóstico prévio, estaremos aumentando possíveis efeitos colaterais, como a contratura muscular.

Outro tipo de tratamento utilizado é a termoterapia, onde iremos utilizar o calor superficial, através de compressas quentes pela radiação infravermelha, aumentando o metabolismo e diminuindo a tensão Krussen (1998).
A cinesioterapia consiste em uma boa terapêutica, onde serão realizados exercícios como contração e relaxamento, objetivando desde a estimulação motora até o fortalecimento muscular. O paciente irá se aproximar de um espelho, e diante dele irá realizar movimentos pré-estabelecidos pelo profissional (DANIELS e WARTHINGHAM, 1987).
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Outra conduta terapêutica, segundo Boigey (1996), é a massoterapia. Quando o músculo se encontra encurtado ou em contratura, tenta-se o relaxamento do mesmo através de massagens, melhorando o fluxo sanguíneo na região, que irá contribuir para o metabolismo adequado e trofismo tecidual. Além dessas terapêuticas também dispomos da acupuntura, do Shiatsu, e mais recentemente, da mobilização neural ou neurodinâmica, que consiste em restaurar a complacência da fibra nervosa e do movimento, e no tratamento, vem a somar para o restabelecimento do paciente afetado.

PARESTESIA

A parestesia consiste em sensações desagradáveis, mais ou menos permanentes que traduzem irritação de nervos periféricos sensitivos ou de raízes posteriores. As parestesias freqüentemente se associam à dor e costumam se traduzir principalmente por "formigamento" (SANVITO, 2000).

Machado (1993), diz que as parestesias são sensações estranhas, onde não há a total perda de sensibilidade, mas Rowland (1997) cita que as parestesias são sensações anormais espontâneas, descritas como uma sensação de "formigamento". Sendo reconhecidas por qualquer pessoa que já recebeu uma injeção de anestésico local em tratamentos odontológicos. Quando não persistem, as parestesias podem não indicar uma lesão neurológica, mas já quando persistentes, indicam anormalidade das vias sensoriais. Segundo Madi (2000), as causas da parestesia podem ser as seguintes: (1) uma agressão traumática; (2) agressão que parte dos tecidos circundantes (inflamação, tumor que comprime o nervo, ou que, como a inflamação lhe ultrapassa os envoltórios e o invade); (3) lesões vasculares (neuropatias vasculares); (4) inflamação do nervo.

Em Odontologia é comum encontrar casos de parestesia, em pacientes que foram submetidos a exodontias, principalmente em terceiros molares inferiores, onde estruturas nobres, como o nervo lingual, o nervo alveolar inferior, nervo bucal, estão presentes, sendo assim um movimento mais brusco, ou se houver apenas um toque no nervo, podemos causar parestesia. Na literatura não há nenhum tipo de tratamento específico para as parestesias, e sim apenas aguardar para que com o tempo o nervo afetado volte a sua normalidade.

CONCLUSÕES

Como conclusão do trabalho, podemos dizer que:

- Na paralisia facial, temos a injúria à um nervo motor (nervo facial), por isso há paralisia, e na Parestesia relacionada à Odontologia, a injúria é em nervo sensitivo (nervo trigêmio), por isso as alterações de sensação.
- As lesões em que há seccionamento no nervo requerem neurorrafia, e as sem seccionamento evoluem com boa recuperação.
- É de suma importância o tratamento em equipe multidisciplinar para que os resultados sejam rápidos e adequados.

Paralisia facial central

Paralisia Facial Central

Jan 06, 2007 by Vorty

Paralisia Facial Central: 

São causadas por lesões supranucleares (trato córtico-nuclear), onde nesta paralisia a motricidade da metade superior é geralmente preservada. 

Na paralisia facial central existe um desvio da rima bucal, apagamento do sulco nasolabial, disartria, ausência da contração do plastima. 

A principal causa da paralisia facial central é avascular (acidente vascular cerebrais). (SANVITO, 1981, p.196). 

Nas paralisias centrais, entretanto, pode haver contração involuntária da musculatura mímica como manifestação emocional. Assim, o indivíduo pode contrair a musculatura mímica do lado paralisado quando ri ou chora, embora não possa fazê-lo voluntariamente. (MACHADO, 2000, p.210). 

Exercícios para a musculatura da face


Você sabia que a musculatura também precisa de exercícios? Apenas quinze minutos diários ajuda a suavizar os efeitos do sol na face, do envelhecimento e das centenas de caretas que fazemos no dia-a-dia. Alguns exercícios simples podem adiar (ou até cancelar) a cirurgia plástica.A ginástica facial parte de um princípio muito simples: é possível fortalecer os músculos da face, do pescoço e do colo da mesma maneira que fazemos com os do corpo. Para a saúde, ela contribui para aumentar a circulação sangüínea, oxigena as fibras musculares, suaviza as linhas de expressão (rugas) e, se feita com a devida orientação, pode corrigir pequenas imperfeições. Alguns exercícios:

Testa: eleve as sobrancelhas o mais alto possível por alguns segundos. Volte a ao normal devagar. Repita 10 vezes.
Para as pálpebras: Por cinco segundos, aperte os olhos com força. Vá abrindo devagar. Repita 10 vezes.
Bochecha: sorria o mais largamente possível com a boca fechada. Repita 10 vezes.
Para as maçãs do rosto: diga "o" e "xix" 30 vezes seguidas.
Para os lábios: faça boca de patinho por alguns segundos. Em seguida, relaxe. Repita 10 vezes.


Como fica a musculatura da face durante a paralisia facial periférica?


As hemifaces ficam assimétricas e haverá um predomínio muscular da hemiface sadia em relação a acometida. A hemiface acometida se encontra: -Diminuição das pregas genolabiais e frontal conforme o grau de paralisia; -O olho tende a se manter aberto; -Tendência ao escoamento de saliva pelo labial afetado; -Hipotonia muscular; -Déficit força para executar os movimentos.

Anatomia de Pescoço


PESCOÇO

Ossos do pescoço

           É uma região dividida em nuca e região cervical
Nuca- Atrás da coluna cervical
Região cervical- anterior à coluna cervical
           · 7 vértebras cervicais
           · osso hióide - único osso que não se articula com nenhum outro

Músculos do Pescoço
           Divididos em 4 grupos
MÚSCULOS SUPERFICIAIS

- Músculo Platisma                                  - músculo das paixões não correspondidas -
           tem inserções: proximal: ao nível do corpo da mandíbula
                                 distal: na clavícula e no esterno, inserindo-se na pele
Função: enruga o pescoço
Inervado pelo Facial (7º par)

MÚSCULOS RELACIONADOS COM O OSSO HIÓIDE

Infra hioideos - são pares

- Músculo Esterno cleido hioideo
           Origem: manúbio esternal, terço medial da clavícula
- Músculo Omo hioideo
           Origem: bordo superior da omoplata
- Músculo Esterno tireoioideo
           Do esterno à cartilagem tireóide
- Músculo Tireo hioideo
           Da cartilagem ao osso hióide

Ajudam a fixar o osso hióide e abaixa-lo

Inervados pela Alça cervical (Nervos raquidianos(cervicais))

Supra Hioideos

- Músculo Digástrico
           Origem: apófise mastóide
           Inserção: osso hióide (ventre posteiror), mandíbula (ventre anterior)
                      Ventre - tendão - ventre

- Músculo Estilo hioideo
           Origem: apófise estilóide
           Inserção: hióide

- Músculo milo- hioideo
           Origem: linha milo- hioidea
           Inserção: hióide
        -forma o assoalho da boca, auxilia a deglutição

- Músculo Geni hioideo
           Origem: apófise geni inferior
           Inserção: hióide

Função: levantam o hióide

Inervação

Ventre posterior do digástrico e estilo hioideo - Nervo Facial
Ventre anterior do digástrico e o milo hioideo é pelo nervo milohioideo (faz parte do mandibular, terceira raiz do trigêmio.

MÚSCULOS PROFUNDOS: OS ESCALENOS

- Músculo Escaleno Anterior
           Origem: apófises transversas de C3 a C6
           Inserção: tubérculo de Lisfranc (saliência na primeira costela)

- Músculo Escaleno Médio
           Origem: apófises transversas de C1 a C7
           Inserção: 1ª costela

- Músculo Escaleno Posterior
           Origem: apófises transversas de C4 a C6
           Inserção: 2ª costela

Função dos escalenos
           Lateralização da cabeça
           Elevam a caixa torácica, facilitando a inspiração

Inevação
Nervos cervicais espinhais C3 a C6

MÚSCULO PRÉ VERTEBRAL (anterior à medula)

- Músculo Esternocleido(ocipto)mastoideo
           Origens: Apófise mastóide (saliência do osso temporal)
                      Occiptal ao nível do íneo (processo occiptal externo)
           Inserções: manúbio esternal e clavícula
           Funções: lateraliza a cabeça (quando só um se contrai)
                      Flete a cabeça (quando os dois se contraem)
Inervação: nervo acessório (11º par), pela parte cervical


O acessório tem duas origens:
           uma bulbar (núcleo ambíguo) da origem a primeira porção do acessório
           e outra aparente, no sulco pós olivar (origem espinhal)

pequenas raízes dos nervos espinhais C1 a C5 unem-se a raiz bulbar e formam o acessório
Quando chega ao pescoço divide-se novamente


Vascularização

Ramos da carótida externa

Feixe vásculo nervoso do pescoço(figura)
Látero medial
Veia jugular interna, Artéria carótida primitiva e no ângulo diedro o Nervo vago

Ângulo diedro - formado por duas estruturas entre a veia jugular interna e a artéria carótida primitiva, local onde situa-se o nervo vago.


Glândulas do Pescoço
TIREÓIDE
Descoberta em 1656 por Tomas Wharton
           É uma glândula de secreção interna situada na região cervical anterior, anterior à traquéia
Na mulher é maior, pesa cerca de 30g, tem formato de H, possui dois lóbulos (direito e esquerdo) unidos pelo istmo. Cada lóbulo tem 5cm de comprimento, 3cm de largura e 2cm de espessura. É muito vasculariza, lubrifica a traquéia

Vascularização da Tireóide - 4 Artérias

Artéria tireoidéa Superior - 1º ramo da carótida externa, é o maior e o mais importante, vem da carótida primitiva, vai ao pólo superior dos lóbulos
Artéria tireoidea Inferior - mergulha no pólo inferior de cada lóbulo, é ramo do tronco tireocervical que é o 2º ramo da subclávia (o 1º ramo são as artérias vertebrais e o 3º é a mamaria interna)
Veia tireoidea superior e média - desemboca na jugular interna
Veia tireoidea Inferior - deságua no tronco bráquio cefálico

Nervos Recorrentes

Recorrente do lado direito - o vago entra no tórax, passa posterior ao tronco arterial e transita entre a traquéia e a tireóide. Nesse
nível surge o recorrente que abraça o tronco e inerva a laringe
Recorrente do lado esquerdo - mesma trajetória inicial do direito, quando o vago esta passando posterior ao cajado da aorta surge o recorrente que abraça a aorta e passa entre a traquéia e a tireóide, inervando a tireóide.

PARATIREÓIDE

São 4 pequenas qlândulas situadas posteriormente ao lobo da tireóide. Duas superiores e duas inferiores.
           Produzem o paratormônio (importante no metabolismo do Cálcio e Fósforo)
A vascularização e a inervação é a mesma da tireóide.

Comportamento de nervos e vasos em relação aos músculos escalenos
A Artéria Subclávia passa entre o escaleno anterior e o escaleno médio, juntamente com o plexq braquial
A Veia Subclávia passa anterior ao escaleno anterior
O Nervo Frênico vem de C3, C4 e C5; inerva o diafragma; transita na face anterior do Escaleno Anterior.

VÍSCERAS DO PESCOÇO

LARINGE

           É um órgão constituído por cartilagens, pares e ímpares, que articulam-se entre si.
Ádito - é a entrada da laringe. Limites:
                                                                  Anterior: epiqlote
                                                                  Posterior: aritnóides
                                                                  Lateral: pregas ariepiglóticas

CARTILAGENS ÍMPARES
- são as maiores cartilagens

Cartilagem Tireóide
           A mais desenvolvida, tem forma de escudo. Possui uma lâmina esquerda e uma direita que se unem na linha média formando o pomo de adão ou proeminência tireoidéa. (essa proeminência é visível no homem).

Cartilagem Cricóide
           Tem a forma de anel e situa-se abaixo da tireóide

Cartilagem Epiglote
           Tem a forma de uma folha de árvore

CARTILAGENS PARES
Cartilagens Aritnóides
           São as únicas móveis, deslizam sobre a cricóide.

Cartilagens Corniculadas ou de Santorine
           Localizam-se sobre as aritnóides

Cartilagens Cuneiformes ou Wrisberg
           Situadas acima da prega ariepiglótica e abaixo das cartilagens aritnóides


Corpo adiposo da laringe
           Situado:
                      Posterior à epiglote
                      Anterior ao corpo do hióide, pela membrana tireoidea e por parte da glândula tireóide:

Glote - espaço entre as duas cordas vocais verdadeiras (que vibram)


MÚSCULOS DA LARINGE
Extrínsecos: os supra e infra híoideos
                      Ajudam a fixar a laringe
Intrínsecos: são músculos estriados, os músculos da fala

Músculo Crico aritnoideo posterior
           Origem: cricóide
           Inserção: aritnóides
           Função: abdutor (único) das cordas vocais (voz grave)

Músculo Crico aritnoideo lateral
           Função: adutor (aproxima) das cordas vocais (voz aguda)

Músculo Tiro aritnoideo
           Origem: cartilaqem tireóide
           Inserção: aritnóides
           Função: adutor das cordas vocais
Forma as cordas vocais verdadeiras - tem fibras musculares e tecido conjuntivo

Músculo Aritnoideo
           Porção Transversa - une as aritnóides transversalmente - é o único ímpar
           Porção Oblíqua - une as aritnóides em forma de X
           Função: São adutores das cordas vocais

Músculo Cricotireoideo (direito e Esquerdo)
           É tensor das cordas vocais, leva o pomo de Adão para frente

Inervação
           Laringeos inferiores (ou recorrentesj) Motor
Sensibilidade da laringe
           Laringeo Superior - Sensitivo


Cordas vocais Superiores (falsas) - pregas vestibulares que não vibram.
Cordas vocais inferiores (verdadeiras) - São formadas pelo músculo tireoaritnoideo e vibram.
Vascularização

Ramos das tireoideas superiores e inferiores

FARINGE

           É um tubo muscular, cilíndrico, sem parte anterior. Tecido membranoso e muscular que está dividido em:

Rinofaringe
           Teto: Esfenóide
           Base: Horizontalização do palato mole

Orofaringe
           Teto: Horizontalização do palato mole
           Base: Plano que passa no bordo livre da epiqlote

Hipofaringe ou Larigofaringe
           Teto: plano que passa no bordo livre da epiglote
           Base: vai ao nível da cartilagem cricóide - início do esôfago

TRAQUÉIA

           Começa após a laringe, ao nível da cricóide e vai até T5. É um tubo de aproximadamente 11 cm. São placas cartilaginosos em forma de arco incompleto, empilhados um sobre o outro (16 a 20 anéis), entre esses anéis há tecido conjuntivo.

Carina - ou crista antero- posterior ou esporão sagital. É o ponto onde termina a traquéia, é o ponto mais sensível a tosse.

Anatomia de bochecha e lingua


Delimitação da Bochecha
           Superiormente: Sulco infra-palpebral
           medialmente : implantação do nariz, sulco naso-labial
           inferiormente: plano que passa no bordo inferior da mandíbula
           posteriormente: plano que passa no bordo posterior do masseter

Constituem a Bochecha: (8 estruturas)
           - Músculo Bucinador
           - Canal de Stenon (ou ducto parotídico)
                      - traz a saliva da parótida
           desemboca no vestíbulo da cavidade bucal ao nível do 2o molar superior
           - Corpo Adiposo da bochecha ou bolinha de Bichat
                      última gordura do corpo a ser decomposta ("queimada")
Localização: ao nível do bordo anterior do masseter e anterior ao bucinador
           - Artéria facial
           - Veia facial
           - Artéria transversa da face
           - Ramos do nervo facial
           - Ramos do nervo trigêmeo

Nariz

Mancha de Kisselbach: é muito vascularizada e está localizada no septo nasal, aproximadamente 1 cm das narinas. Essa mancha facilmente sangra e esse fenômeno é conhecido como Epistaxe
           - Vibriças são os pêlos do nariz
           - Pessoas com hipertensão (pressão alta) podem Ter facilmente derrame, pois as artérias do cérebro não pulsam (caso contrário causariam vibrações na cabeça) Quando ocorre um sangramento na mancha de Kisselbach pode ser um sinal de hipertensão e conseqüente derrame.

Temos dois tipos de Mucosa nasal
           - Respiratória - reveste meato médio, meato inferior, septo. É vermelha, é muito vascularizada. Aquece, purifica e umidece o ar.
           - Olfatória - ao fim da cavidade nasal, é mais amarelada, aonde tem origem o primeiro par crânico (olfatório)
           - O nariz se comunica com a faringe pelas coanas que é um ponto que faringe se comunica com a cavidade nasal (deixa a cavidade nasal para ser faringe)
           - Existem 3 formatos de nariz, de acordo com o dorso; retilíneo, arrebitado e aquilino.
           - A cavidade orbitária se comunica com a cavidade nasal pelo canal Naso-lacrimal


- O Olfato é intepretado ao nível do uncus do giro para hipocampal do lobo temporal na área 34 de Brodmann
Grande característica do olfato: não passa no tálamo

Nervo Olfatório - penetra no crânio pela lâmina crivosa do etmóide, termina na            área 34 de Brodmann, onde torna-se consciente

O sentido olfatório do lado direito vai para o cérebro do lado direito: é homolateral

É o órgão do sentido mais comum no homem.


- Esquema de comunicação dos seios paranasais (da face) com a cavidade nasal.

Meato superior
           delimitação: corneto superior e corneto médio
           - desemboca no Meato superior:
           seio esfenoidal e células etmoidais posteriores (cavidades)

Meato médio
           Desemboca: seio frontal, seio maxilar e células etmoidais anteriores

Meato inferior
           Desemboca canal Naso-lacrimal (comunica)

Tonsila Faringea de Luschka

Adenóides: hipertrofias das "amigdalas " faringea de Luschka - pode obstruir a cavidade nasal

Anel linfático de Waldeyer
           Anel de tecido linfático Constituída pelas toncilas palatinas, faringéias tubárias e linguais

Trompa de Eustáquio - desemboca na rinofaringe, comunica o ouvido médio com a rinofaringe, pode-se encontrar tecido linfático


Cavidade orbitária -- Globo ocular
           Limites: Assoalho: maxila e zigomático
                      Teto: frontal
                      Lateral: esfenóide (asa menor)
                      Medial: parte do etmóide e ungis (ou lacrimal)

Cavidade Bucal
           Divide-se em:
                      - cavidade bucal propriamente dita: é onde encontramos a língua
                      - vestíbulo: entre os dentes e as bochechas

Limites:
     Superior: palato duro (20% palatinos e 80% maxila)
     Anterior: lábio superior e inferior              | lábio - prega músculo cutânea |
                     rima bucal (espaço entre os lábios)
     Lateral: Bochecha
     Posterior: palato mole (conjunto muscular estriado) onde encontra-se a úvula
                     (rinofaringe, orofaringe)
     Assoalho: língua (músculo milo-hioideo)

Entre a cavidade bucal e a faringe - istmo das fauses
Entre a cavidade nasal e a faringe - coanas

Fossa Palatina
limites:
                      anterior: glosso estafilino - que vai no palato mole
                      posterior: faringo estafilino


GRANDES GLÂNDULAS

Parótida é atravessada pelo 7º par (nervo facial) e é inervada pelo nervo glossofaríngeo (9º par)

Submandibular é a segunda maior glândula. Localiza-se abaixo do bordo inferior da mandíbula e desemboca através do canal de Wharton. A glândula lança saliva lateralmente ao frênulo da língua.
           Canal de Wharton - leva a saliva da glândula até a boca, ou seja, comunica a submandibular com o frênulo da língua.

Sublinguais - localizam-se no assoalho da boca , abaixo da língua, têm forma de amêndoas
           Canal de Rwins-Bartholim
As glândulas submandibular e sublingual são inervadas pelo nervo Wrisberg (7º par)


LÍNGUA
É formada por 17 músculos estriados

Inervação

Função da Língua
           Gosto

Gosto Amargo

Papilas (saliências, montanhas) (8 a 12)
           Estão localizadas no terço posterior da língua, se dispõem em forma de V
           São papilas caliciformes, lubrificadas por um líquido proveniente das glândulas de Vouenbmer, ao nível das papilas encontramos os corpos gustatórios.

Nervo responsável - glossofaríngeo (9º par)
Essa sensação torna-se consciente, é interpretada na área 43 de Brodmann que situa-se no giro pós rolandico (ou pós central) no lobo parietal
Faz a primeira sinapse no gânglio glossofaríngeo na base do crânio ao nível do forame jugular.
A segunda no núcleo do trato solitário (no bulbo). O 3o neurônio está no tálamo, então vai para a área 43 de Brodmann, onde o gosto amargo é interpretado.

na ponta da língua impressionam-se pelo doce e salgado

nos bordos principalmente o azedo

O nervo responsável por essas três sensações (doce, salgado e azedo) é o Wrisberg* faz parte do facial (7º par),


* passa por dentro do rochedo e se exterioriza no forame estilo mastoideo

Salgado - começa na ponta da língua; a primeira sinapse localiza-se no gânglio geniculado (esse gânglio faz parte do facial, dentro do rochedo).
Faz a 2ª sinapse no núcleo do trato solitário, o -3º neurônio está no tálamo então vai para a área 43, no giro pós central, no lobo parietal

O responsável pela dor (protoprática): trigêmeo, mandibular ramo desse, o lingual

Anatomia De Face

A Cabeça é dividida em duas porções: neurocrânio e face (esplancnocrânio)

Esplancnocrânio

Ossos do Crânio
           É constituído por 8 ossos: quatro ímpares e dois pares (no adulto)

Ímpares            Pares


Frontal
Occipital            Parietal
Esfenóide         Temporal
Etmóide

Ossos da Face
           É constituída por 14 ossos: dois ímpares e seis pares
Sendo a mandíbula um osso ímpar e o único móvel. O outro ímpar é o vômer, que juntamente com os 12 ossos restantes formam o bloco superior da calvária.

Os pares são: Maxila
                      Zigomático (ou Malar)
                      Palatino
                      Nasal
                      Lacrimal
                      Concha nasal inferior

Mandíbula (maxilar inferior)
                      - corpo
                      - dois ramos: direito e esquerdo
Função mastigação

* dentes incisivos (I e II), caninos, pré-molares (I e II) e molares (I, II e II) - serotino = molar III


face é diferente de facies - fisionomia ou aspecto de uma pessoa

"inspeção, palpação, percussão, auscultação"

É o único osso móvel
- cavidades onde estão os dentes: alvéolos / Gonfose

                      Acidentes principais da mandíbula
                      - côndilo - se articula com o osso temporal
                      - chanfratura ou incisura
                      - processo coronóide

Articulação temporo-mandibular (ATM)
           cavidade glenóide - onde se articula o condilo

Espinha de Spix
Linha milo-hioidea

Forame da mandíbula
           origina 3 nervos
                      - aurículo-temporal
                      - lingual
                      - dental inferior ou alveolar -- sai do forame mentoniano

Apófises geni
           - duas superiores
           - duas inferiores

Maxila (ou Maxilar Direito e Esquerdo)
           Formam 80% da aboboda palatina o palato duro
           é oco (seio de Ygmore)
                      - resistente
                      - menos peso
                      - ressonância da voz
           ajuda a formar a cavidade orbitária
           20% do palato duro é formado pelos ossos palatinos

Osso Zigomático ou malar (forma a maçã do osso)
           não é pneumático, facilmente fraturável, muito visível em pessoas magras

Palatinos
           São ossos pequenos, responsáveis por 20% do teto da boca.

Unguis ou Lacrimal
           Osso par, pequeno, localizado na cavidade orbitária.

Cornetos ou conchas
           São saliências, prateleiras, que se encontram na parede da cavidade nasal.
           Temos as conchas: inferiores, Individualizados (próprios da face)
                                                                  Médios e Superiores, são parte do osso etmóide

Vômer (pá de arado)
           Osso ímpar, ajuda a formar o septo nasal
           - encontra-se com a lâmina perpendicular do etmóide - forma o septo


Músculos da Face

Músculos da Mastigação


                                                       - profundos - músculos

- Músculo Temporal
           Origem: parietal, temporal, frontal, esfenóide
           Inserção: processo coronóide da mandíbula
           Função: elevar a mandíbula
           as fibras posteriores fazem a retração

- Músculo Masseter
           Origem: zigomático
           Inserção: na face lateral do ramo da mandíbula
           Função: elevar a mandíbula


Trismo - quando o Masseter se contrai violentamente. Por exemplo devido ao tétano (fica contraído)

Reflexo Mentual
           É o reflexo de ficar com a boca fechada (quando morremos o perdemos).            Fuso neuro muscular, fibras que estão envoltas por uma cápsula fibrosa o estímulo vai pelo nervo mandibular até a ponte
o estimulo eferente e aferente vai pelo mandibular

Reflexo - ato involuntário devido ao estímulo de uma estrutura


músculos
- Músculo Pterigoideo Interno
           Origem: Processo pterigoideo interno do esfenoide
           Inserção: Face medial do ramo da mandíbula
           Função: elevar a mandíbula

- Músculo Pterigoideo Externo
           Origem: Processo pterigoideo externo do esfenoide
           Inserção: Colo da mandíbula
           Função: mastigação

Inervação
           São inervados pelo trigêmeo, através da raiz mandibular, que é principalmente sensitiva, mas para os músculos que movimentam a mandíbula é motor.

- Movimento de Didução (ruminar) - quando apenas um pterigoideo se contrai
- Movimento de Protuzão (mandíbula pra frente) - quando os dois se contraem



Músculos da mímica, cuticulares ou superficiais
           Inserem-se na pele e localizam-se na tela subcutânea. Eles nos permitem mudar a Expressão Facial.
           Os músculos da face circulam os orifícios faciais: a boca, os olhos, o nariz e as orelhas e atuam com esfíncteres e dilatadores.
           Eles desenvolvem-se a partir do platisma. Durante o desenvolvimento embrionário ele se estende como uma lâmina sobre a face.
Estão relacionados com:
- a cavidade orbitária
- a cavidade nasal
- a boca

Músculos da Mímica
Músculo da Fronte
- Músculo Frontal
           - faz parte do músculo do couro cabeludo denominado occiptofrontal
Função: eleva os supercílios (olhar de surpresa) e produz rugas transversais quando se franze a fronte.

Músculos da Boca
São inervados pelo facial (7º par)
- Músculo depressor do ângulo da boca
           Abaixa o ângulo da boca. (ajudado pelas fibras posteriores do platisma)

- Músculo Zigomático Maior
           Origem: osso zigomático
           Inserção: ângulo da boca
       Puxa o ângulo da boca supero- lateralmente como no ato de rir.

- Músculo Levantador do Lábio superior
           Eleva o lábio superior

- Músculo Orbicular da Boca
           É o músculo esfíncter da boca, suas fibras situam-se no interior dos lábios, circundam a boca e fundem-se com outros músculos da face.
           Função: fecha a boca, franze os lábios (assobiar) e desempenha um importante papel na articulação e mastigação. (ajuda a manter o alimento entre os dentes, quando auxiliado pelo bucinador)

Músculo da Bochecha
- Músculo Bucinador
           Auxilia a mastigação pressionando as bochechas contra os dentes

Músculos da Pálpebra
- Músculo Orbicular do Olho
           É o esfíncter do olho. Estimula o fluxo da lágrima, ajudando a esvaziar o saco lacrimal.
Consiste em 3 porções:
1. Parte orbital - fecha os olhos (protegendo contra o excesso de luz e poeira do ar)
2. Parte palpebral - fecha levemente as pálpebras (evita o ressecamento da córnea)
3. Parte lacrimal - puxa as pálpebras e pontos lacrimais medialmente

Quando as 3 partes se contraem os olhos são fechados e formam-se os "pés de galinha"

- Músculo Levantador da pálpebra superior
           suprido pelo nervo oculomotor (3º par)

Músculos do Nariz
           Supridos pelo nervo facial (7º par)
- Músculo Prócero
           Parte da fronte para o dorso do nariz, onde se insere na pele sobre a glabela. Puxa a parte medial do supercílio para baixo.

- Músculo Nasal
           Compressor da narina (parte transversa)
           Dilatador da narina (parte alar)

- Músculo Depressor do Septo
           Auxilia o músculo dilatador da narina a alargá-la, durante uma inspiração profunda.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Tratamento da paralisia Facial


Tratamento


O tratamento pode variar entre medicamentoso, cirúrgico ou através de reabilitação (fonoterapia e/ou cirurgia). A conduta do médico Otorrinolaringologista vai depender do tempo, da causa, do grau de acometimento e do tipo de paralisia facial.

O tratamento medicamentoso esta indicado para quase todos os pacientes que procuram o médico até o décimo dia de instalação da paralisia facial periférica.

Já o tratamento cirúrgico está indicado para alguns pacientes selecionados como: pacientes com grau de paralisia avançado que não melhoram ou até mesmo pioram durante as três primeiras semanas, tumores de osso temporal, traumas, paralisia recorrente entre outros.

Quando o tratamento cirúrgico esta indicado, a cirurgia é realizada por duas vias de acesso:

-Via Fossa Média (Técnica descrita pelo Prof.Dr. Ricardo Ferreira Bento) (vídeo)

- Transmastoídea (vídeo)

- Via combinada (as duas juntas)

Todas elas têm o objetivo de "tirar" o nervo facial de seu canal ósseo.

Se a paralisia facial periférica foi decorrente da ruptura do nervo facial, o tratamento é realizado através da cirurgia de anastomose (ligadura) do nervo ou enxerto, onde um pedaço do nervo da perna (nervo sural) é usado como "ponte" para ligar os dois pedaços do nervo.

O tratamento fonoterápico esta indicado para TODOS os casos de paralisia facial periférica e seu inicio deve ser o mais breve possível. A fonoterapia deve ser realizada sem a utilização de corrente galvânica ("choque"), já que este pode estimular o crescimento errado do nervo facial.

Já nos casos em que a paralisia facial não melhore ou melhore apenas parcialmente existem outros tipos de cirurgia como: anastomose (ligação) do nervo hipoglosso (nervo da língua) com o nervo facial, colocação de peso de ouro na pálpebra, botox entre outros inúmeros procedimentos de cirurgia plástica.

O mais importante é procurar seu Otorrinolaringologista e iniciar tratamento precocemente. Quanto mais cedo for realizado o tratamento, maior a chance da paralisia facial voltar ao normal.

Video de Auto Massagem para face

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