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Paralisia facial nem sempre é consequência de derrame






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Geralmente associada ao acidente vascular cerebral, a paralisia facial pode ter várias outras origens. Para a maioria das causas, o problema é reversível. O distúrbio atinge músculos da expressão facial e pode ser central ou periférico. O primeiro caso é provocado por lesões no cérebro. Já no periférico, só é afetado o próprio nervo facial. Os sintomas e manifestações de cada uma delas também são diferentes.

Muitas pessoas procuram desesperadamente por médicos acreditando ter sofrido um derrame por estar com o rosto paralisado. A paralisia provocada pelo derrame não acomete só o rosto. Ela atinge também os músculos de outras partes do corpo, diferente da Paralisia de Bell, que é o nome científico da paralisia facial.

A paralisia facial ocorre por vários fatores, mas o principal deles são as mudanças climáticas. Por isso, normalmente, quando surge um paciente com paralisia, logo aparecem outros. É de época. Outra causa que, de acordo com ele, tem sido bastante cogitada entre os médicos é a influência de um vírus na paralisia facial.

O trauma, derrame, meningite, infecção de ouvido, herpes zoster, choque térmico, fratura da mandíbula também podem provocar a Paralisia Facial.

Os sintomas deste problema manifestam-se repentinamente. O único sinal que, às vezes, precede a paralisia, é uma dor na região do ouvido. Um dos primeiros sintomas que a pessoa percebe é no piscar de olhos, que se torna mais lento no lado afetado pela paralisia. Outro sinal que é logo percebido é a boca, que fica torta, impedindo, por exemplo, o bochechar.

A pessoa acometida pela paralisia facial se torna incapaz de fechar completamente o olho do lado afetado, o que frequentemente origina ausência de lacrimação, fazendo com que a córnea resseque. "Também o canto da boca tende a cair, o que provoca o escorrimento de saliva por esse canto. Além disso, ocorre a paralisia da sobrancelha, o apagamento dos sulcos da testa e ao redor da boca.

Fisioterapia, tomar vitaminas do complexo B e corticóides são opções de tratamento. O tratamento de fisioterapia da paralisia facial é feito através de eletro-estimulação, massagens e exercícios de mímicas faciais. Com isso, provoca-se a ativação da musculatura e a facilitação neuromuscular.

Chances de recuperação são grandes Por estar ligada a lesões neurológicas, a paralisia facial central pode ser, em muitos casos, irreversível. O que quase não acontece na paralisia periférica. Geramente, 80% dos pacientes com Paralisia de Bell se recuperam espontaneamente em 30 dias. O tratamento, na maioria das vezes, serve apenas para acelerar o processo de recuperação.

O tratamento da paralisia facial pode incluir, além de medicamentos, fisioterapia, fonoaudiologia e acupuntura. A fisioterapia é de extrema importância para preparar e fortalecer a musculatura afetada. Cerca de 90% dos casos têm recuperação total, mas entre 5% e 10% deles podem ficar com sequelas. Ayrton Senna era um exemplo. O sorriso de canto de boca não era charme. Era, na verdade, a sequela de uma paralisia facial.

A paralisia facial é um problema que acomete homens e mulheres igualmente e tem maior incidência em pessoas com idade em torno dos 40 anos. Os casos ocorrem, quase sempre, entre os 20 e os 40 anos. Raramente surge um caso abaixo de 12 anos.  A maioria dos casos evolui para a cura, sem qualquer risco ao paciente. Mas a necessidade de um acompanhamento médico precoce é importante para uma boa evolução da doença, bem como a detecção dos casos de mau prognóstico

Com ajuda daqui

Publicado em 25/11/09 e revisado em 15/02/19

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