segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Vítimas de enxaqueca têm duas vezes mais chances de sofrer paralisia facial

Clique na imagem para ampliá-la e saiba mais (Anderson Araújo/CB/D.A Press)

A enxaqueca é uma doença neurovascular crônica e incapacitante. Trata-se do distúrbio mais comum do sistema nervoso com base biológica e que acomete normalmente pessoas geneticamente predispostas. As causas, apesar dessa possível tendência hereditária, continuam indefinidas. No entanto, muitos são os problemas associados a ela. Pacientes que sofrem com as seguidas crises agudas de dor de cabeça apresentam maior risco de transtornos de ansiedade, depressão e até isquemia cerebral. Nova pesquisa publicada na versão on-line da revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia, traz mais um fator a essa equação. A enxaqueca pode dobrar o risco de ocorrência da paralisia de Bell, também chamada de paralisia periférica facial (veja infográfico).

A equipe liderada por Shuu-Jiun Wang, da Universidade Nacional de Yang-Ming e do Hospital Geral de Veteranos de Taipei, em Taiwan, acompanhou 136.704 pessoas com mais de 18 anos, divididas em dois grupos — com e sem enxaqueca — e acompanhadas por três anos em média. Nesse período, o diagnóstico de paralisia de Bell foi confirmado em 671 participantes enxaquecosos e em 365 do grupo controle.

Outros fatores que poderiam aumentar o risco de desenvolvimento do problema, como sexo, pressão alta e diabetes, foram considerados. Os números finais mostram que as pessoas com enxaqueca tinham uma propensão duas vezes maior para o desenvolvimento da paralisia. “A infecção, a inflamação ou os problemas cardíacos e vasculares compartilhados poderiam estar em causas originais para essas doenças”, explica Wang. “Se um elo comum é identificado e confirmado, mais pesquisa podem levar a melhores tratamentos para ambas as condições.” A maioria das pessoas que têm a paralisia se recupera após algumas semanas ou meses.

Para o secretário do Departamento Científico de Cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia, Fernando Kowacs, a associação confirmada pelo trabalho de Wang não significa que a paralisa pode ocorrer durante as crises. “A informação não é de causa, mas de que é uma população com maior chances de paralisia. Ainda é difícil saber como seriam os mecanismos disso”, observa. Kowacs explica que, na enxaqueca, o trigêmeo é comprometido, um nervo sensitivo que está presente em uma das etapas finais do processo da dor. Para o especialista, o estudo de Taiwan precisa ser confirmado por outras instituições.

Outras complicações
Segundo Ann Scher, membro da Academia Americana de Neurologia, a enxaqueca tem sido associada, em outros estudos, com o acidente vascular cerebral e doenças cardíacas. Um trabalho conduzido por ela com pacientes de 33 a 65 anos indica que eles são mais propensos a desenvolver Parkinson e outros distúrbios do movimento.

Estudo publicado por Scher também na Neurology, em setembro, mostra que vítimas de enxaqueca com aura são duas vezes mais propensas a serem diagnosticadas com Parkinson. “A disfunção no mensageiro de dopamina cerebral é comum tanto ao Parkinson quanto à síndrome das pernas inquietas, e existe a hipótese de que alguns sintomas da enxaqueca, como excessivos bocejos, náuseas e vômitos, podem estar relacionados à estimulação dos receptores da dopamina.”

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Trabalho da Fonoaudiologia na Paralisia Facial


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Como um profissional de detém de conhecimentos de toda a musculatura facial e sua funcionalidade, o Fonoaudiólogo é um dos profissionais capacitados a trabalhar diretamente em casos de Paralisia Facial.


O trabalho se iniciará
com uma Avaliação minuciosa do funcionamento da musculatura facial em relação à sensibilidade, aos movimentos e função dos músculos, como Mastigação, Deglutição, Sucção e Articulação das palavras.

O tratamento de uma pessoa com paralisia facial com o fonoaudiólogo consiste em:

Trabalho de sensibilização da musculatura facial;
Exercícios com os músculos faciais;
Alongamento dos músculos faciais;
Massagens manuais estimulatórias e relaxantes;
Estimulação termoestimulatória, através do calor e/ou do frio;
Exercícios miofuncionais (Mastigação, Deglutição, Sucção e Articulação);

Trauma pode causar uma paralisia facial




A paralisia facial  ocorre com os nervos periféricos da face (nervo facial), responsável pelos movimentos dos músculos da face, pelo lacrimejamento dos olhos, pela proteção do sistema auditivo contra os sons fortes e também pela sensibilidade gustativa na parte anterior da língua.

A Paralisia Facial pode resultar de infecções virais ( herpes zoster), traumatismos, tumores, alterações congênitas (defeitos de nascimento) e até por diabetes.

Uma história sobre paralisia facial que me impressionou foi o caso do estudante Rafael Botelho. Condições precárias da calçada sofreu um tombo na rua no momento em que estava em um ponto de ônibus do bairro São Geraldo, região leste de Belo Horizonte, ele ficou com várias complicações. Além de ter o tímpano perfurado, Rafael teve três ossos do rosto quebrados e paralisia facial.

A paralisia facial foi provocada pelas fraturas, que atingiram o nervo facial.


segunda-feira, 13 de julho de 2015

Fonoaudiologia na fase Flácida da Paralisia Facial

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A paralisia facial periférica ocorre quando há uma interrupção do influxo de qualquer um dos nervos faciais, ocasionando alterações motoras e sensitivas no indivíduo. Entre 62% a 93% dos casos a causa é idiopática, ou seja, desconhecida, sendo chamada de paralisia facial de Bell. A segunda causa mais comum é a traumática, dentre outras.

A fase flácida   ocorre quando a regeneração axonal ou reinervação do nervo facial ainda não aconteceu, é a fase inicial da paralisia.

Nesta fase, quando o paciente apresenta pouco ou nenhum movimento, a fonoterapia consiste na realização dos mesmos movimentos da avaliação, acrescentando-se outros, feitos isometricamente, massagens indutoras do movimento desejado na face paralisada no sentido do movimento. As massagens podem ser manuais, de maneira lenta, com pressão profunda ou com massageador facial suave. A massagem é altamente eficaz, pois a pressão realizada afeta o músculo enrijecido que está sob a pele, com isto o músculo é relaxado, diminuindo a tensão, o sangue a linfa tem uma circulação melhor, consequentemente o músculo fica melhor e mais fácil de ser trabalhado nos exercícios.

Neste período existe a preocupação quanto ao processo da alimentação. È comum ouvir o paciente dizer que mordeu a bochecha durante a mastigação, tem dificuldade de manter o alimento entre as arcadas dentárias. Isso ocorre, pois o bucinador está paralisado, além da incompetência labial com vedamento insuficiente em função da flacidez do lado paralisado. O fonoaudiólogo deve orientar o paciente a lateralizar o alimento durante as refeições, tentando manter uma mastigação bilateral. A lateralização pode ser feita com o auxílio da mão colocada sobre a bochecha, elevando-a. Quando a paralisia perdura, outras manobras precisarão ser realizadas para melhorar a identidade intra-oral e adequar a função. Importante lembrar que o masseter e o temporal não são inervados pelo facial, portanto não estão paralisados, somente o bucinador, com isso a força mastigatória está mantida.

O tratamento deverá ser adaptado e personalizado em função do Deficit e da Colaboração do paciente.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Médico e fisioterapeuta no tratamento da Paralisia Facial


paralisia-facial-fisioterapia


O tratamento da paralisia facial pode envolver vários profissionais da área da saúde.

A paralisia facial (ou paralisia de Bell) acontece unilateralmente nos músculos da face de forma súbita, parcial ou completamente. Esse comprometimento pode ocorrer no trajeto do nervo facial ainda dentro do cérebro, por um acidente vascular cerebral, por exemplo, ou fora dele. Quando ocorre fora, a paralisia é chamada de paralisia facial de Bell e acomete cerca de 20 em cada grupo de 100.000 pessoas, nos Estados Unidos, representando 55% a 80% dos casos de paralisias faciais periféricas.
não ser que haja outra patologia subjacente, caso em que ela deve ser tratada pelos meios adequados, o tratamento da paralisia facial é sintomático e deve ser feito com corticóides, uso de colírios, medicamentos antivirais e fisioterapia.

O tratamento através da fisioterapia pode der duração variável. Para casos se a paralisia facial seja leve, geralmente o tratamento tem duração de 15 dias a 3 semanas, no caso aonde a paralisia seja mais severa pode durar até 3 anos.

No tratamento, o fisioterapeuta deverá incluir:

  • Massagem: poderá ser realizada vários tipos de massagens, entre elas, a drenagem linfática;
  • Eletroterapia: esta técnica é utilizada quando o fisioterapeuta não consegue atingir o objetivo com o uso da massagem;
  • Reeducação dos Músculos da Face: esta parte exige muita concentração e dedicação do paciente. O paciente deve realizar estes exercícios pelo menos 2x por dia (de manhã e à tarde);
  • Método de Kabat:  promove e acelera as respostas dos mecanismos neuromusculares através da Estimulação dos receptores;
  • Estimulação com Gelo: neste tipo de paralisia, o gelo pode trazer dois efeitos diferes, como: como o efeito analgésico e o efeito estimulante.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Quais são os músculos inervados pelo Nervo Facial

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Os músculos faciais ou mímicos são conhecidos como músculos dérmicos, pois contrariamente ao que ocorre com outros músculos, estes se fixam ao esqueleto apenas por uma das extremidades, enquanto a outra se prende à camada profunda da pele. Sendo assim, eles podem mover a pele do escalpo e da face, modificando as expressões faciais que decorrem de ações combinadas de vários músculos e, assim sendo, um mesmo músculo pode interferir na expressão de diversos estados emocionais. Estes músculos são voluntários e podem tornar mais rica a expressão facial em determinados indivíduos (DANGELO e FATTINI, 1998).

Músculo Occipito-Frontal

    O ventre occipital estende-se póstero-lateralmente até a sua origem óssea, na linha nucal suprema do occipital. O ventre frontal insere-se na pele, podendo elevar as sobrancelhas, enrugando a testa como em surpresa, medo ou atenção.

Músculo Corrugador do Supercílio

    Este músculo se origina na extremidade medial da arcada superciliar e se insere na superfície profunda da pele, acima da arcada orbitária. Na contração de suas fibras, produz as rugas verticais da região glabelar, cujo semblante se dá no sofrimento, severidade ou desaprovação. Para a prova, pede-se ao paciente que tracione as sobrancelhas para juntá-las, como ao franzir a testa.

 Músculo Prócero

    Origina-se na fáscia que cobre a parte inferior do osso nasal e parte superior da cartilagem nasal lateral e se insere na pele sobre a parte inferior da testa, entre os supercílios. Na prova, deve-se pedir ao paciente que tracione a pele do nariz para cima, formando rugas transversais sobre a ponte do nariz.

    A ação conjunta desses três músculos anteriores (occipito-frontal, corrugador do supercílio e prócero) é de grande importância para a expressão facial, pois determina a formação de rugas na região glabelar ou interciliar.

 Músculo Orbicular dos Olhos

    Origina-se na parte nasal do osso frontal, processo frontal, processo frontal da maxila e superfície anterior do ligamento palpebral medial. Suas fibras musculares circundam a circunferência da órbita, espalham-se para baixo sobre a bochecha e fundem-se com estruturas musculares ou ligamentares adjacentes. Esse músculo se divide em porção lacrimal, porção palpebral e orbital. Para a prova da porção palpebral, pede-se ao paciente que feche a pálpebra delicadamente e, para a da porção orbitária, que o paciente feche a pálpebra firmemente, formando rugas que irradiam a partir do ângulo lateral.

Músculo Nasal

    Origina-se na cartilagem alar maior e insere-se no tegumento da ponta do nariz. Na prova, pede-se ao paciente que alargue as aberturas do nariz, como em respiração forçada ou difícil.

Músculo Dilatador da Asa do Nariz

    Age em conjunto com o músculo levantador do lábio superior na dilatação da narina. Origina-se na parte superior do processo frontal da maxila e insere-se na cartilagem alar maior do nariz e parte lateral do lábio superior. Para a prova, pede-se ao paciente que eleve e faça protrusão do lábio superior, como mostrar a gengiva superior.

Músculo Orbicular da Boca

    É constituído por fibras de outros músculos faciais e fibras dos lábios. É um esfíncter dos lábios, podendo apertá-los contra os dentes, como na raiva, ou protraí-los, como no beijo. Nele inserem-se três grupos musculares, que tracionam para cima, para baixo e para os lados.

    Músculos que tracionam o orbicular da boca para cima:

    Músculo Zigomático Maior

    Origina-se no osso zigomático. Para a prova, fazer o paciente tracionar o ângulo da boca para cima e para fora, como ao sorrir.

    Músculo Levantador do Ângulo da Boca

    Origina-se na fossa canina. Eleva-se na comissura labial, acentuando o sulco naso-labial, como na expressão de arrogância. Para a prova, pedir que tracione o ângulo diretamente para cima, aprofundando o sulco desde o lado do nariz ao lado da boca. Sugerir que o paciente mostre seu dente canino de um lado e depois do outro.

    Músculo Levantador do Lábio Superior

    Situa-se medialmente ao músculo citado acima. Eleva e inverte o lábio superior (protrusão com o lábio superior).

    Músculo Levantador do Lábio Superior e Dilatador da Asa do Nariz

    Eleva, inverte o lábio superior e dilata a narina.

    Músculos que tracionam o orbicular da boca para baixo:

    Músculo Depressor do Ângulo da Boca

    Origina-se na linha oblíqua da mandíbula. Traciona as comissuras labiais para baixo e lateralmente, como na expressão de tristeza.

    Músculo Platisma

    Origina-se na fáscia que cobre a porção superior do peitoral maior e deltóide. Chega inferiormente ao tórax e superiormente à face. Puxa a pele do mento e da comissura labial para baixo, como na tristeza ou decepção. Na prova, pede-se ao paciente que tracione o lábio inferior e ângulo da boca para baixo e para fora, tensionando a pele sobre o pescoço.

    Músculo Mentual (Mentoniano)

    Origina-se na fossa da mandíbula e insere-se no tegumento do mento. Para a prova, fazer o paciente elevar a pele do mento e após, o lábio inferior fará protrusão, como na expressão de desdém, dúvida ou indecisão.

    Músculos que tracionam o orbicular da boca lateralmente:

    Músculo Bucinador

    Origina-se na superfície externa dos processos alveolares da maxila e mandíbula, e borda anterior da faixa tendínea pterigomandibular. Sua principal função é conservar as bochechas tensas durante as fases de abertura e fechamento da boca, evitando-se que sejam lesadas pelos dentes durante a mastigação. Na prova, solicitar ao paciente que pressione as bochechas firmemente de encontro aos dentes laterais, tracionando para trás o ângulo da boca, como ao tocar uma corneta.

   Músculo Risório

    Origina-se na fáscia, sobre o masseter. Retrai a comissura labial lateralmente, como num sorriso forçado ou irônico. Na prova, pede-se ao paciente que tracione o ângulo da boca para trás (DANGELO e FATTINI, 1998).

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