terça-feira, 7 de abril de 2015

Quais são os músculos inervados pelo Nervo Facial

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Os músculos faciais ou mímicos são conhecidos como músculos dérmicos, pois contrariamente ao que ocorre com outros músculos, estes se fixam ao esqueleto apenas por uma das extremidades, enquanto a outra se prende à camada profunda da pele. Sendo assim, eles podem mover a pele do escalpo e da face, modificando as expressões faciais que decorrem de ações combinadas de vários músculos e, assim sendo, um mesmo músculo pode interferir na expressão de diversos estados emocionais. Estes músculos são voluntários e podem tornar mais rica a expressão facial em determinados indivíduos (DANGELO e FATTINI, 1998).

Músculo Occipito-Frontal

    O ventre occipital estende-se póstero-lateralmente até a sua origem óssea, na linha nucal suprema do occipital. O ventre frontal insere-se na pele, podendo elevar as sobrancelhas, enrugando a testa como em surpresa, medo ou atenção.

Músculo Corrugador do Supercílio

    Este músculo se origina na extremidade medial da arcada superciliar e se insere na superfície profunda da pele, acima da arcada orbitária. Na contração de suas fibras, produz as rugas verticais da região glabelar, cujo semblante se dá no sofrimento, severidade ou desaprovação. Para a prova, pede-se ao paciente que tracione as sobrancelhas para juntá-las, como ao franzir a testa.

 Músculo Prócero

    Origina-se na fáscia que cobre a parte inferior do osso nasal e parte superior da cartilagem nasal lateral e se insere na pele sobre a parte inferior da testa, entre os supercílios. Na prova, deve-se pedir ao paciente que tracione a pele do nariz para cima, formando rugas transversais sobre a ponte do nariz.

    A ação conjunta desses três músculos anteriores (occipito-frontal, corrugador do supercílio e prócero) é de grande importância para a expressão facial, pois determina a formação de rugas na região glabelar ou interciliar.

 Músculo Orbicular dos Olhos

    Origina-se na parte nasal do osso frontal, processo frontal, processo frontal da maxila e superfície anterior do ligamento palpebral medial. Suas fibras musculares circundam a circunferência da órbita, espalham-se para baixo sobre a bochecha e fundem-se com estruturas musculares ou ligamentares adjacentes. Esse músculo se divide em porção lacrimal, porção palpebral e orbital. Para a prova da porção palpebral, pede-se ao paciente que feche a pálpebra delicadamente e, para a da porção orbitária, que o paciente feche a pálpebra firmemente, formando rugas que irradiam a partir do ângulo lateral.

Músculo Nasal

    Origina-se na cartilagem alar maior e insere-se no tegumento da ponta do nariz. Na prova, pede-se ao paciente que alargue as aberturas do nariz, como em respiração forçada ou difícil.

Músculo Dilatador da Asa do Nariz

    Age em conjunto com o músculo levantador do lábio superior na dilatação da narina. Origina-se na parte superior do processo frontal da maxila e insere-se na cartilagem alar maior do nariz e parte lateral do lábio superior. Para a prova, pede-se ao paciente que eleve e faça protrusão do lábio superior, como mostrar a gengiva superior.

Músculo Orbicular da Boca

    É constituído por fibras de outros músculos faciais e fibras dos lábios. É um esfíncter dos lábios, podendo apertá-los contra os dentes, como na raiva, ou protraí-los, como no beijo. Nele inserem-se três grupos musculares, que tracionam para cima, para baixo e para os lados.

    Músculos que tracionam o orbicular da boca para cima:

    Músculo Zigomático Maior

    Origina-se no osso zigomático. Para a prova, fazer o paciente tracionar o ângulo da boca para cima e para fora, como ao sorrir.

    Músculo Levantador do Ângulo da Boca

    Origina-se na fossa canina. Eleva-se na comissura labial, acentuando o sulco naso-labial, como na expressão de arrogância. Para a prova, pedir que tracione o ângulo diretamente para cima, aprofundando o sulco desde o lado do nariz ao lado da boca. Sugerir que o paciente mostre seu dente canino de um lado e depois do outro.

    Músculo Levantador do Lábio Superior

    Situa-se medialmente ao músculo citado acima. Eleva e inverte o lábio superior (protrusão com o lábio superior).

    Músculo Levantador do Lábio Superior e Dilatador da Asa do Nariz

    Eleva, inverte o lábio superior e dilata a narina.

    Músculos que tracionam o orbicular da boca para baixo:

    Músculo Depressor do Ângulo da Boca

    Origina-se na linha oblíqua da mandíbula. Traciona as comissuras labiais para baixo e lateralmente, como na expressão de tristeza.

    Músculo Platisma

    Origina-se na fáscia que cobre a porção superior do peitoral maior e deltóide. Chega inferiormente ao tórax e superiormente à face. Puxa a pele do mento e da comissura labial para baixo, como na tristeza ou decepção. Na prova, pede-se ao paciente que tracione o lábio inferior e ângulo da boca para baixo e para fora, tensionando a pele sobre o pescoço.

    Músculo Mentual (Mentoniano)

    Origina-se na fossa da mandíbula e insere-se no tegumento do mento. Para a prova, fazer o paciente elevar a pele do mento e após, o lábio inferior fará protrusão, como na expressão de desdém, dúvida ou indecisão.

    Músculos que tracionam o orbicular da boca lateralmente:

    Músculo Bucinador

    Origina-se na superfície externa dos processos alveolares da maxila e mandíbula, e borda anterior da faixa tendínea pterigomandibular. Sua principal função é conservar as bochechas tensas durante as fases de abertura e fechamento da boca, evitando-se que sejam lesadas pelos dentes durante a mastigação. Na prova, solicitar ao paciente que pressione as bochechas firmemente de encontro aos dentes laterais, tracionando para trás o ângulo da boca, como ao tocar uma corneta.

   Músculo Risório

    Origina-se na fáscia, sobre o masseter. Retrai a comissura labial lateralmente, como num sorriso forçado ou irônico. Na prova, pede-se ao paciente que tracione o ângulo da boca para trás (DANGELO e FATTINI, 1998).

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Caracterização de sincinesia na paralisia facial



Define-se por sincinesia a ocorrência de movimentos simultâneos ou uma seqüência coordenada de movimentos de músculos inervados por diferentes nervos ou diferentes ramos do mesmo nervo (Torres e colaboradores, 2000).

As sincinesias, de acordo com a literatura, são as seqüelas mais freqüentes encontradas na paralisia de Bell, sendo caracterizadas como movimento involuntário que aparece em associação de um movimento voluntário de grupos musculares independentes. Dentre os tipos de sincinesia pode-se apresentar o fechamento involuntário dos olhos junto com a reação de sorrir, e a sincinesia oral, que o movimento bocal é acompanhado de movimentos da testa ou olhos. Apesar de todos esses movimentos involuntários muitos pacientes tem dificuldade de perceber sua sincinesia, geralmente notam algo errado com os seus movimentos quando se percebem uma reação negativa de um interlocutor, quando o portador da patologia realiza movimentos anormais durante as expressões faciais e acabam involuntariamente tentando prevenir as distorções das mímicas faciais, resultando em uma face de aparência congelada. Sendo assim, há ocorrência de movimentos em massa de todas as expressões faciais como: sorrir, falar, comer, piscar (Freitas, Gomes, 2008).

A deformidade facial e eventos involuntários e indesejáveis comuns na fase de seqüelas não afetam somente a estética facial, mas também o estado psicossocial do paciente, como perda de qualidade de vida, depressão, ansiedade, rejeição e paranóia (Freitas, Gomes, 2008).

Segundo Oda e colaboradores (2002) a plasticidade neural pode ser definida como habilidade de formar novos canais de conexão, pode ser observada após uma desnervação parcial, nessa situação os axônios não atingidos se projetam a uma região parcialmente desnervada, desenvolvendo brotos axonais que crescem e formam novos contatos sinápticos. Os autores também relatam que o SNC do adulto não possui proteínas essenciais para o brotamento axonal, sendo elas: laminina e fibronectina. Além disso, os oligodendrócitos sintetizam glicoproteinas, que anulam o crescimento de neuritos. Essas glicoproteinas são ausentes nas células de Schwann assim permitindo a regeneração do sistema nervoso periférico. O crescimento dos neuritos (axônios ou dendritos) podem ocorrer no SNP (Sistema Nervoso Periférico) por toda a vida, diferente do SNC que ocorre apenas durante a fase de desenvolvimento, pois as bainhas de tecido conjuntivo estão ausentes no sistema nervoso central, as células afetadas são fagocitadas pela micróglia e o espaço liberado pela fagocitose é ocupado pelos astrócitos impedindo o processo de reparação. Assim o dano do SNC é geralmente irreparável. Os autores ainda concluem que a ativação de novas sinapses e o brotamento colateral podem não ser benéficas.

Na literatura são apontadas seqüelas ligadas à regeneração neural, porque as recuperações das fibras nervosas lesadas ocorrem de forma supranumerária e desviada, com falhas na propagação entre axônios adjacentes ou hiperexcitabilidade nuclear. Podem ser observados na seqüela da paralisia facial movimentos incompletos e sincinesias em ação da musculatura facial de testa, olhos, nariz e lábios, também como lacrimejamento excessivo durante atividades de vida diária como mastigação (Freitas, Gómes 2008).

Fonte

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Aciclovir e a Paralisia Facial de Bell.


http://2.bp.blogspot.com/_pMxMXFn7L-4/THL3eI__bcI/AAAAAAAAQP4/mMXzyzHUm1w/s1600/head_facial_nerve_branches.jpg

Há alguns artigos falando sobre a relação entre o Aciclovir e a Paralisia Facial de Bell.

A paralisia de Bell é uma fraqueza nos músculos de um lado da face causada por lesão do nervo facial. O nervo pode ficar inflamado e edemaciado, deixando de funcionar adequadamente.

Existem dois nervos faciais, um do lado direito da face e outro do lado esquerdo, e cada um tem vários ramos. O ramo principal controla a maior parte dos músculos de um dos dados da face, incluindo os músculos que controlam a expressão facial, os músculos dos lábios e os que fecham os olhos. Outros ramos mais pequenos vão para a língua e para o ouvido.

Por definição, a inflamação do nervo facial na paralisia de Bell não tem causa conhecida (e por isso denomina-se idiopática). Pensa-se que seja provocada por uma infecção pelo vírus herpes simplex, o mesmo vírus que causa o herpes labial. No entanto, existem outras causas infecciosas que provocam paralisia facial e que devem ser diferenciadas da paralisia de Bell. Uma delas é a síndrome de Ramsay-Hunt, que é causada pelo vírus herpes zoster, o vírus responsável pela varicela e pela zona. Uma causa infecciosa menos comum de paralisia facial é a doença de Lyme, provocada por uma bactéria que é transmitida ao Homem através da picada de uma carraça.

É comum as pessoas com paralisia de Bell são medicadas com prednisolona, um corticosteróide, para reduzir a inflamação e o edema no nervo e para diminuir a dor. Alguns médicos prescrevem uma combinação de prednisolona e de um medicamento contra o vírus herpes tomado por via oral, como o aciclovir ou o valaciclovir. Estes medicamentos são geralmente tomados durante 10 a 14 dias.

Se a paralisia de Bell estiver a afetar a capacidade para o doente fechar os olhos, a córnea pode ficar seca e suscetível a lesões traumáticas. Para prevenir esta complicação, o doente deve proteger os seus olhos do vento e da poeira usando óculos e deve tapar o olho durante a noite com um penso. Além disso, deve manter os olhos úmidos através da utilização de lágrimas artificiais aplicadas frequentemente durante o dia e lubrificando os olhos durante a noite com uma pomada oftálmica.

Outras causas de paralisia facial têm um tratamento diferente. Em caso de síndrome de Ramsay-Hunt, é necessário instituir tratamento com uma dose mais elevada de aciclovir ou de valaciclovir. A paralisia facial relacionada com a doença de Lyme é tratada com antibióticos ativos contra a bactéria que causa esta doença.


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Como entender a Paralisia Facial


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A Paralisia Facial Periférica é um acontecimento repentino que geralmente assusta bastante o paciente e seus familiares. Ha uma paralisia nos músculos faciais, que são inervados pelos nervos faciais.

Os nervos faciais nascem, um de cada lado, numa região do cérebro chamada tronco cerebral. Ao sair do tronco cerebral, o nervo facial segue em direção ao osso temporal, passando por um canal ósseo próximoà orelha interna. Ao sair deste canal o nervo o nervo facial surge próximo à glândula salivar parótida que está abaixo da orelha.

Qualquer pessoa, mesmo sem qualquer outra patologia, pode ter paralisia facial periférica. Ocorre em homens e mulheres de qualquer idade. É rara abaixo dos 10 anos de idade.

Várias são as causas de uma paralisia facial periférica. Dentre eles está os traumatismos cranianos, especialmente próximos à região da orelha, cirurgias, entre elas as da orelha interna e da glândula salivar parótida, otites e infecções do próprio nervo facial, tumores próximos ao nervo facial, alterações circulatórias do próprio nervo, relacionadas à hipertensão arterial e ao diabetes melito e outras.

A causa mais comum, contudo, relaciona-se a uma inflamação do nervo facial, conhecida como paralisia de Bell, que pode estar ligada a certas infecções virais.

A Paralisia Facial Periférica é uma patologia relativamente comum de origem e evolução benigna. Na maioria dos casos, cerca de 90% deles, ocorre regressão do quadro e o tratamento fisioterapêutico pode contribuir para a melhora funcional. É só buscar aqui no blog, no campo de buscam por fisioterapia que já escrevi outros artigos sobre isso inclusive com imagens.

Boa sorte!


Editado por Daniela Souto, fisioterapeuta e profissional de Educação Fisica, que escreve no  Faça Fisioterapia, no blog da Educação Fisicaa e atua pela Fisioquality 


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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Diferença de um Derrame (AVC) para a Paralisia Facial Periférica


O Acidente Vascular Cerebral é um ferimento em algum ponto do cérebro causado por oclusão de algum vaso; ele pode causar uma gama enorme de sintomas, entre eles uma fraqueza na face do paciente. Geralmente essa fraqueza ocorre no andar inferior da face e quase sempre está associado a outros sintomas fora da face. (fraqueza no braço, distúrbios da fala, alteração da sensibilidade, etc…). O paciente geralmente é mais velho e com fatores de risco para AVC (veja texto "Como reconhecer um AVC").

A Paralisia Facial Periférica é uma disfunção do nervo que movimenta os músculos de metade da face. O problema não está no cérebro, e sim no nervo entre sua saída do cérebro e sua chegada nos músculos da face.

A disfunção do nervo pode ocorrer por diversas razões: infecções, traumas, distúrbios de glicemia, tumores de parótida, etc…; mas na maioria dos casos nenhuma causa é identificada. Chamamos esses casos sem um desencadeante óbvio de Paralisia de Bell.

A procura de um médico Neurologista é fundamental para reconhecer a paralisia facial, diferenciar sua forma Central (doença no Cérebro – AVC, por exemplo) e sua forma periférica (doença no nervo – paralisia de Bell, por exemplo) e definir a necessidade de exames complementares e tratamento.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Músculos inervados pelo nervo facial



    Os músculos faciais ou mímicos são conhecidos como músculos dérmicos, pois contrariamente ao que ocorre com outros músculos, estes se fixam ao esqueleto apenas por uma das extremidades, enquanto a outra se prende à camada profunda da pele. Sendo assim, eles podem mover a pele do escalpo e da face, modificando as expressões faciais que decorrem de ações combinadas de vários músculos e, assim sendo, um mesmo músculo pode interferir na expressão de diversos estados emocionais. Estes músculos são voluntários e podem tornar mais rica a expressão facial em determinados indivíduos (DANGELO e FATTINI, 1998).

1.2.1.     Músculo Occipito-Frontal

    O ventre occipital estende-se póstero-lateralmente até a sua origem óssea, na linha nucal suprema do occipital. O ventre frontal insere-se na pele, podendo elevar as sobrancelhas, enrugando a testa como em surpresa, medo ou atenção.

1.2.2.     Músculo Corrugador do Supercílio

    Este músculo se origina na extremidade medial da arcada superciliar e se insere na superfície profunda da pele, acima da arcada orbitária. Na contração de suas fibras, produz as rugas verticais da região glabelar, cujo semblante se dá no sofrimento, severidade ou desaprovação. Para a prova, pede-se ao paciente que tracione as sobrancelhas para juntá-las, como ao franzir a testa.

1.2.3.     Músculo Prócero

    Origina-se na fáscia que cobre a parte inferior do osso nasal e parte superior da cartilagem nasal lateral e se insere na pele sobre a parte inferior da testa, entre os supercílios. Na prova, deve-se pedir ao paciente que tracione a pele do nariz para cima, formando rugas transversais sobre a ponte do nariz.

    A ação conjunta desses três músculos anteriores (occipito-frontal, corrugador do supercílio e prócero) é de grande importância para a expressão facial, pois determina a formação de rugas na região glabelar ou interciliar.

1.2.4.     Músculo Orbicular dos Olhos

    Origina-se na parte nasal do osso frontal, processo frontal, processo frontal da maxila e superfície anterior do ligamento palpebral medial. Suas fibras musculares circundam a circunferência da órbita, espalham-se para baixo sobre a bochecha e fundem-se com estruturas musculares ou ligamentares adjacentes. Esse músculo se divide em porção lacrimal, porção palpebral e orbital. Para a prova da porção palpebral, pede-se ao paciente que feche a pálpebra delicadamente e, para a da porção orbitária, que o paciente feche a pálpebra firmemente, formando rugas que irradiam a partir do ângulo lateral.

1.2.5.     Músculo Nasal

    Origina-se na cartilagem alar maior e insere-se no tegumento da ponta do nariz. Na prova, pede-se ao paciente que alargue as aberturas do nariz, como em respiração forçada ou difícil.

1.2.6.     Músculo Dilatador da Asa do Nariz

    Age em conjunto com o músculo levantador do lábio superior na dilatação da narina. Origina-se na parte superior do processo frontal da maxila e insere-se na cartilagem alar maior do nariz e parte lateral do lábio superior. Para a prova, pede-se ao paciente que eleve e faça protrusão do lábio superior, como mostrar a gengiva superior.

1.2.7.     Músculo Orbicular da Boca

    É constituído por fibras de outros músculos faciais e fibras dos lábios. É um esfíncter dos lábios, podendo apertá-los contra os dentes, como na raiva, ou protraí-los, como no beijo. Nele inserem-se três grupos musculares, que tracionam para cima, para baixo e para os lados.

    Músculos que tracionam o orbicular da boca para cima:

1.2.7.1.     Músculo Zigomático Maior

    Origina-se no osso zigomático. Para a prova, fazer o paciente tracionar o ângulo da boca para cima e para fora, como ao sorrir.

1.2.7.2.     Músculo Levantador do Ângulo da Boca

    Origina-se na fossa canina. Eleva-se na comissura labial, acentuando o sulco naso-labial, como na expressão de arrogância. Para a prova, pedir que tracione o ângulo diretamente para cima, aprofundando o sulco desde o lado do nariz ao lado da boca. Sugerir que o paciente mostre seu dente canino de um lado e depois do outro.

1.2.7.3.     Músculo Levantador do Lábio Superior

    Situa-se medialmente ao músculo citado acima. Eleva e inverte o lábio superior (protrusão com o lábio superior).

1.2.7.4.     Músculo Levantador do Lábio Superior e Dilatador da Asa do Nariz

    Eleva, inverte o lábio superior e dilata a narina.

    Músculos que tracionam o orbicular da boca para baixo:

1.2.7.5.     Músculo Depressor do Ângulo da Boca

    Origina-se na linha oblíqua da mandíbula. Traciona as comissuras labiais para baixo e lateralmente, como na expressão de tristeza.

1.2.7.6.     Músculo Platisma
http://www.auladeanatomia.com/neurologia/tri.gif

    Origina-se na fáscia que cobre a porção superior do peitoral maior e deltóide. Chega inferiormente ao tórax e superiormente à face. Puxa a pele do mento e da comissura labial para baixo, como na tristeza ou decepção. Na prova, pede-se ao paciente que tracione o lábio inferior e ângulo da boca para baixo e para fora, tensionando a pele sobre o pescoço.

1.2.7.7.     Músculo Mentual (Mentoniano)

    Origina-se na fossa da mandíbula e insere-se no tegumento do mento. Para a prova, fazer o paciente elevar a pele do mento e após, o lábio inferior fará protrusão, como na expressão de desdém, dúvida ou indecisão.

    Músculos que tracionam o orbicular da boca lateralmente:

1.2.7.8.     Músculo Bucinador

    Origina-se na superfície externa dos processos alveolares da maxila e mandíbula, e borda anterior da faixa tendínea pterigomandibular. Sua principal função é conservar as bochechas tensas durante as fases de abertura e fechamento da boca, evitando-se que sejam lesadas pelos dentes durante a mastigação. Na prova, solicitar ao paciente que pressione as bochechas firmemente de encontro aos dentes laterais, tracionando para trás o ângulo da boca, como ao tocar uma corneta.

1.2.7.9.     Músculo Risório

    Origina-se na fáscia, sobre o masseter. Retrai a comissura labial lateralmente, como num sorriso forçado ou irônico. Na prova, pede-se ao paciente que tracione o ângulo da boca para trás (DANGELO e FATTINI, 1998).

Fonte

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