segunda-feira, 24 de março de 2014

Novos exercícios para paralisia facial


 Exercícios para paralisia facial


Cada sétimo nervo craniano controla os músculos de um lado da face. Um dano ou trauma causados para esse par de nervos pode causar paralisia facial temporária. Essa paralisia facial também é conhecida como paralisia de Bell. Os sintomas da paralisia facial incluem a dificuldade de mover os músculos de um lado da face, inclinando-se esses músculos, queda da pálpebra ou da boca. Exercícios para estimular os nervos cranianos, manter o tônus muscular e evitar aperto dos músculos podem ser úteis durante a recuperação da paralisia de Bell.


Levantar as sobrancelhas

Ao olhar-se no espelho, levante lenta e suavemente as sobrancelhas. Se uma sobrancelha não subir completamente, ajude levantando-a delicadamente com os dedos. Retire sua mão e veja se você pode sustentar as sobrancelhas. As sobrancelhas devem ser simétricas, levantadas na mesma altura.

Enrugamento e alargamento


Enrugue o nariz como se estivesse sentindo um cheiro ruim. Mantenha a posição e depois relaxe o rosto. Agora respire fundo e tente alargar as narinas enquanto estiver respirando. Um espelho irá ajudá-lo a ver se você consegue alargar as narinas.

Franzir o rosto


Na frente de um espelho puxe ambas as sobrancelhas em direção ao nariz franzindo o rosto. Use as pontas dos dedos para ajudar se uma sobrancelha não se mover. Retire a mão e preste atenção para ver se consegue segurar o rosto franzido. Você deve procurar simetria, para ver se ambas sobrancelhas movem-se da mesma forma.

Sorriso

Relaxe na frente de um espelho e sorria. Se um lado da boca não se mover, ajude delicadamente com os dedos. Retire a mão e veja se pode segurar o sorriso. Você deve ter um sorriso simétrico. Relaxe e tente sorrir com apenas um lado da boca. Mais uma vez, ajude com os dedos, se necessário. Retire as pontas dos dedos e veja se consegue segurar o meio sorriso.

Beber de canudinho


Encha um copo com água e beba-o com canudinho. Você pode derramar um pouco no início, mas a água é fácil de limpar. Depois que beber água, experimente bebidas mais encorpadas como um milkshake ou frapê. Bebidas mais encorpadas exigem mais esforço dos músculos faciais.

Feche os olhos

Comece olhando para baixo. Use a parte de trás do dedo indicador e pressione suavemente sobre os cílios para manter o olho fechado. Com a outra mão, estique delicadamente a sobrancelha para cima e solte. Trabalhe todo o caminho ao longo da sobrancelha começando perto do nariz e movendo-se para o canto externo da testa. Isso vai ajudar a relaxar os músculos ao redor da pálpebra para que o olho feche corretamente.

Olhe com os olhos semi-cerrados


Olhe com os olhos semi-cerrados como se tivesse saído de um quarto escuro para um sol forte. Agora tente espremer os olhos firmemente fechados, e então relaxe.

domingo, 4 de agosto de 2013

Médica testa técnica que regenera nervo ligado às expressões do rosto

Clique na imagem para ampliá-la e veja como a técnica é aplicada (Arte: CB/D.A Press)
Clique na imagem para ampliá-la e veja como a técnica é aplicada
As paralisias no rosto causam grandes estragos. Interferem em aspectos fisiológicos, como a incapacidade de piscar os olhos, que pode levar à cegueira; e sociais, já que as expressões faciais ficam comprometidas. O tratamento para o problema costuma ser complexo. Em busca de aprimorar esse processo, a otorrinolaringologista Raquel Salomone decidiu testar, em seu doutorado na Universidade de São Paulo (USP), uma nova técnica para recuperar movimentos faciais utilizando células-tronco. O experimento inicial foi feito com ratos e obteve sucesso, além da premiação no Congresso Mundial de Otorrinolaringologia, em junho, na Coreia do Sul, na categoria jovem cientista.

Desde 2006, Raquel atua no Ambulatório de Paralisia Facial Periférica da Faculdade de Medicina da USP. O interesse em criar uma técnica que aprimorasse tratamentos para ajudar a corrigir esse tipo de problema no rosto foi despertado nesse período. "A minha iniciativa surgiu justamente dos resultados ruins de alguns casos de paralisia facial e da inúmeras possibilidades que as células-tronco proporcionam", conta. Salomone resolveu realizar a pesquisa com ratos e provar a suspeita de que, por meio de células-tronco, seria possível regenerar o nervo facial danificado. "Essa é a grande questão da minha pesquisa: Consegui provar que é possível justamente por elas 'suprirem' a falta das células necessárias para a regeneração neural", explica a pesquisadora.

Na técnica realizada por Salomone, os animais foram submetidos a neurotmese — um trauma físico grave nos nervos. Para isso, foi cortado um pedaço do sétimo nervo craniano das cobaias, deixando um espaço entre as duas partes remanescentes. A lesão induzida foi a mais crítica possível, com prejuízos além dos da maioria dos casos clínicos. Os ratos com paralisia foram, então, divididos em grupos: parte deles foi tratada com um tubo de silicone vazio; outra, com um gel colocado dentro do tubo de silicone; o terceiro grupo recebeu células-tronco no tubo; e o quarto, células-tronco diferenciadas em células de Schwann, uma espécie de capa que reveste os axônios, que constituem os nervos.

Os ratos tratados com células-tronco tiveram melhoras quando comparados aos resultados obtidos com as cobaias submetidas aos outros dois tratamentos. "Todos os tipos de lesões neurais que causam sequelas, como as axoniotmeses e as neurotmeses, foram o foco da pesquisa. As células-tronco fariam o papel e/ou dariam suporte para que as células envolvidas na regeneração neural, como as células de Schwann, pudessem sobreviver", destaca Raquel. "Todos os animais nos quais foram implantadas células-tronco (indiferenciadas ou já diferenciadas) tiveram melhora muito mais expressiva do que os outros que receberam outros materiais. Confirmamos, assim, a hipótese de que as células-tronco podem realmente contribuir para a regeneração do nervo."

Outra constatação importante foi o sucesso maior obtido com as células-tronco indiferenciadas. A pesquisadora acredita que isso se deve ao uso do tubo de silicone no tratamento. "Como são capazes de desempenhar múltiplas funções, as células de Schwann precisam de um maior substrato para sobreviver, e isso foi dificultado pelo tubo", diz.

Recuperação complexa
Para Silvio Caldas, chefe do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), há outros estudos que propõem o uso de células-tronco para estimular nervos, mas ele ressalta que a pesquisa realizada por Salomone se diferencia pela uso de uma técnica bem-sucedida e por estar focada nos nervos faciais, uma estrutura muito complexa de tratamento. "A pele se regenera rápido porque suas células cutâneas têm regeneração alta, os nervos não", compara. "Por isso, sempre procuramos algo, sejam substâncias químicas, sejam técnicas cirúrgicas, que ajudasse a estimular os nervos."

Caldas destaca que o local em que as células-tronco foram aplicadas fez toda a diferença para o trabalho ter atingido um resultado satisfatório. "Diferentemente de outras técnicas, essa da USP não busca o tratamento na célula, mas, em seu prolongamento, o local responsável pela regeneração, o axônio", explica. Os axônios são revestidos por uma capa formada pelas células de Schwann, que dão ao nervo o suporte de que ele necessita. A regeneração do nervo, portanto, depende dessa estrutura celular.

Segundo Salomone, a pesquisa continua. O próximo passo é implantar células-tronco humanas nos animais submetidos a neurotmese. Caso a melhora seja novamente detectada, a etapa seguinte será o estudo clínico, com a adoção do procedimento em pacientes de cirurgia para reconstituição do nervo facial. "Ganhar o prêmio no Congresso Mundial de Otorrinolaringologia, um dos mais importantes na área, com concorrentes de várias universidades do mundo, como a Harvard, prova que, se houver apoio, temos muita capacidade", destaca.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Fonoterapia/ Fisioterapia é necessária na paralisia facial?



Sim! A fonoterapia/fisioterapia é importantíssima para que ocorra uma melhora rápida e minimizar as seqüelas, contudo estes procedimentos devem ser realizados por profissionais qualificados.

Quanto mais precoce o inicio, melhor o prognóstico mas não nunca faça fonoterapia/fisioterapia tipo "choque" elétrico no rosto e nem procure a fonoaudióloga/fisioterapeuta antes de se consultar com o Otorrinolaringologista.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Diferença entre AVC e paralisa facial


O Acidente Vascular Cerebral é um ferimento em algum ponto do cérebro causado por oclusão de algum vaso; ele pode causar uma gama enorme de sintomas, entre eles uma fraqueza na face do paciente.

Geralmente essa fraqueza ocorre no andar inferior da face e quase sempre está associado a outros sintomas fora da face. (fraqueza no braço, distúrbios da fala, alteração da sensibilidade, etc…). O paciente geralmente é mais velho e com fatores de risco para AVC (veja texto “Como reconhecer um AVC”).

A Paralisia Facial Periférica é uma disfunção do nervo que movimenta os músculos de metade da face. O problema não está no cérebro, e sim no nervo entre sua saída do cérebro e sua chegada nos músculos da face.

A disfunção do nervo pode ocorrer por diversas razões: infecções, traumas, distúrbios de glicemia, tumores de parótida, etc…; mas na maioria dos casos nenhuma causa é identificada.

Chamamos esses casos sem um desencadeante óbvio de Paralisia de Bell.A procura de um médico Neurologista é fundamental para reconhecer a paralisia facial, diferenciar sua forma Central (doença no Cérebro – AVC, por exemplo) e sua forma periférica (doença no nervo – paralisia de Bell, por exemplo) e definir a necessidade de exames complementares e tratamento.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Causas da Paralisia Facial


São muitas as causas que podem afetar o funcionamento do nervo facial, mas a mais comum delas é chamada Paralisia de "Bell" (descrita por um médico chamado Charles Bell). Ela é conhecida também como paralisia a "frígore" (frio), paralisia idiopática e "golpe de ar". Este tipo de PFP acredita-se ser devido a uma resposta do nosso corpo a um vírus (herpes simples).

Como reação à este vírus, o nervo facial "incha" dentro do canal ósseo e é pressionado (como quando nós dormimos em cima do braço e ficamos sem sentir a mão e o antebraço).

A segunda causa mais comum de PFP são as infecções do ouvido, podendo causar PFP pelo mesmo motivo que na paralisia de Bell.

A terceira causa mais freqüentes são os traumas, ou seja, batidas, que podem causar edema do nervo (concussão) ou fraturas no osso do ouvido, lesando o nervo no trajeto da fratura.

Outras causas também são possíveis como: metabólicas (diabetes, hipercolesterolemia, tireoidopatias e etc), tumores, doenças auto-imunes, infecções por HIV, doenças hipertensivas entre inúmeras outras ) por isso, o melhor a fazer é procurar um Otorrinolaringologista, para que ele possa diagnosticar a causa PFP e tratá-la adequadamente.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Fraturas e paralisia facial


São as causas mais comuns de paralisia facial traumática, sendo a maioria do osso temporal e o restante dos ossos da face. Essas fraturas podem ocorrer na maior parte das vezes, por acidentes automobilísticos e quedas.

O tempo de instalação da paralisia interfere no prognóstico. As paralisias faciais imediatas têm prognóstico pior, sendo que as tardias são causadas geralmente, por compressão de sangramento intracanal ou retenção de retorno venoso e regridem espontaneamente.

As fraturas do osso temporal podem ser classificadas quanto à sua localização em longitudinais, transversais ou cominutivas.

As fraturas longitudinais são as mais comuns e geralmente lesam o nervo nas proximidades do gânglio geniculado, antes da emergência do nervo petroso superficial maior ou ao nível do segmento timpânico.

Clinicamente pode apresentar otorragia com hipoacusia condutiva e seu prognóstico geralmente é bom.As fraturas transversais são raras.

Podem atingir o ouvido interno acarretando surdez neurossensorial e vertigem intensa. Têm um prognóstico pior porque na maioria das vezes estão acompanhadas por outras lesões intracranianas.

As fraturas cominutivas são mais graves e acometem vários pontos do canal de Falópio, geralmente apresentando disacusia neurossensorial profunda (Bento & Barbosa, 1994).

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 900 cursos online com certificado
http://www.portaleducacao.com.br/fonoaudiologia/artigos/40289/paralisia-facial-traumatica-e-as-fraturas#ixzz2PQSCnhYa

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