segunda-feira, 14 de julho de 2014

Músculos inervados pelo nervo facial



    Os músculos faciais ou mímicos são conhecidos como músculos dérmicos, pois contrariamente ao que ocorre com outros músculos, estes se fixam ao esqueleto apenas por uma das extremidades, enquanto a outra se prende à camada profunda da pele. Sendo assim, eles podem mover a pele do escalpo e da face, modificando as expressões faciais que decorrem de ações combinadas de vários músculos e, assim sendo, um mesmo músculo pode interferir na expressão de diversos estados emocionais. Estes músculos são voluntários e podem tornar mais rica a expressão facial em determinados indivíduos (DANGELO e FATTINI, 1998).

1.2.1.     Músculo Occipito-Frontal

    O ventre occipital estende-se póstero-lateralmente até a sua origem óssea, na linha nucal suprema do occipital. O ventre frontal insere-se na pele, podendo elevar as sobrancelhas, enrugando a testa como em surpresa, medo ou atenção.

1.2.2.     Músculo Corrugador do Supercílio

    Este músculo se origina na extremidade medial da arcada superciliar e se insere na superfície profunda da pele, acima da arcada orbitária. Na contração de suas fibras, produz as rugas verticais da região glabelar, cujo semblante se dá no sofrimento, severidade ou desaprovação. Para a prova, pede-se ao paciente que tracione as sobrancelhas para juntá-las, como ao franzir a testa.

1.2.3.     Músculo Prócero

    Origina-se na fáscia que cobre a parte inferior do osso nasal e parte superior da cartilagem nasal lateral e se insere na pele sobre a parte inferior da testa, entre os supercílios. Na prova, deve-se pedir ao paciente que tracione a pele do nariz para cima, formando rugas transversais sobre a ponte do nariz.

    A ação conjunta desses três músculos anteriores (occipito-frontal, corrugador do supercílio e prócero) é de grande importância para a expressão facial, pois determina a formação de rugas na região glabelar ou interciliar.

1.2.4.     Músculo Orbicular dos Olhos

    Origina-se na parte nasal do osso frontal, processo frontal, processo frontal da maxila e superfície anterior do ligamento palpebral medial. Suas fibras musculares circundam a circunferência da órbita, espalham-se para baixo sobre a bochecha e fundem-se com estruturas musculares ou ligamentares adjacentes. Esse músculo se divide em porção lacrimal, porção palpebral e orbital. Para a prova da porção palpebral, pede-se ao paciente que feche a pálpebra delicadamente e, para a da porção orbitária, que o paciente feche a pálpebra firmemente, formando rugas que irradiam a partir do ângulo lateral.

1.2.5.     Músculo Nasal

    Origina-se na cartilagem alar maior e insere-se no tegumento da ponta do nariz. Na prova, pede-se ao paciente que alargue as aberturas do nariz, como em respiração forçada ou difícil.

1.2.6.     Músculo Dilatador da Asa do Nariz

    Age em conjunto com o músculo levantador do lábio superior na dilatação da narina. Origina-se na parte superior do processo frontal da maxila e insere-se na cartilagem alar maior do nariz e parte lateral do lábio superior. Para a prova, pede-se ao paciente que eleve e faça protrusão do lábio superior, como mostrar a gengiva superior.

1.2.7.     Músculo Orbicular da Boca

    É constituído por fibras de outros músculos faciais e fibras dos lábios. É um esfíncter dos lábios, podendo apertá-los contra os dentes, como na raiva, ou protraí-los, como no beijo. Nele inserem-se três grupos musculares, que tracionam para cima, para baixo e para os lados.

    Músculos que tracionam o orbicular da boca para cima:

1.2.7.1.     Músculo Zigomático Maior

    Origina-se no osso zigomático. Para a prova, fazer o paciente tracionar o ângulo da boca para cima e para fora, como ao sorrir.

1.2.7.2.     Músculo Levantador do Ângulo da Boca

    Origina-se na fossa canina. Eleva-se na comissura labial, acentuando o sulco naso-labial, como na expressão de arrogância. Para a prova, pedir que tracione o ângulo diretamente para cima, aprofundando o sulco desde o lado do nariz ao lado da boca. Sugerir que o paciente mostre seu dente canino de um lado e depois do outro.

1.2.7.3.     Músculo Levantador do Lábio Superior

    Situa-se medialmente ao músculo citado acima. Eleva e inverte o lábio superior (protrusão com o lábio superior).

1.2.7.4.     Músculo Levantador do Lábio Superior e Dilatador da Asa do Nariz

    Eleva, inverte o lábio superior e dilata a narina.

    Músculos que tracionam o orbicular da boca para baixo:

1.2.7.5.     Músculo Depressor do Ângulo da Boca

    Origina-se na linha oblíqua da mandíbula. Traciona as comissuras labiais para baixo e lateralmente, como na expressão de tristeza.

1.2.7.6.     Músculo Platisma
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    Origina-se na fáscia que cobre a porção superior do peitoral maior e deltóide. Chega inferiormente ao tórax e superiormente à face. Puxa a pele do mento e da comissura labial para baixo, como na tristeza ou decepção. Na prova, pede-se ao paciente que tracione o lábio inferior e ângulo da boca para baixo e para fora, tensionando a pele sobre o pescoço.

1.2.7.7.     Músculo Mentual (Mentoniano)

    Origina-se na fossa da mandíbula e insere-se no tegumento do mento. Para a prova, fazer o paciente elevar a pele do mento e após, o lábio inferior fará protrusão, como na expressão de desdém, dúvida ou indecisão.

    Músculos que tracionam o orbicular da boca lateralmente:

1.2.7.8.     Músculo Bucinador

    Origina-se na superfície externa dos processos alveolares da maxila e mandíbula, e borda anterior da faixa tendínea pterigomandibular. Sua principal função é conservar as bochechas tensas durante as fases de abertura e fechamento da boca, evitando-se que sejam lesadas pelos dentes durante a mastigação. Na prova, solicitar ao paciente que pressione as bochechas firmemente de encontro aos dentes laterais, tracionando para trás o ângulo da boca, como ao tocar uma corneta.

1.2.7.9.     Músculo Risório

    Origina-se na fáscia, sobre o masseter. Retrai a comissura labial lateralmente, como num sorriso forçado ou irônico. Na prova, pede-se ao paciente que tracione o ângulo da boca para trás (DANGELO e FATTINI, 1998).

Fonte

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Cientista estuda emoções através da própria paralisia facial



A mulher estava com medo e sozinha, uma alma frágil numa cadeira de rodas que tinha colocado algumas coisas num saco de lixo antes de ser desalojada.

Como muitos dos refugiados do furacão Katrina que atingiu Baton Rouge, Lousiana, no verão de 2005, ela precisava de mais que apenas alimentos a abrigo. Ela precisava de companhia, compaixão - alguém, qualquer pessoa, que visse e sentisse sua perda , então buscou esses sentimentos no rosto de sua assistente social, em vão.

Mas a assistente social, recém-formada, parecia tocada emocionalmente de alguma forma. Algo estava errado. "Eu via a diminuição da ligação emocional entre nós, eu via isso acontecendo e não podia fazer nada", disse Kathleen Bogart, 28 anos, assistente social que agora é pesquisadora da área de psicologia na Tufts University. Bogart é portadora da síndrome de Moebius, uma condição rara e congênita que causa paralisia facial e que recebe esse nome por causa do neurologista do século 19 que a descobriu.

Ela conta que, quando as pessoas que ela ajudava expressavam tristeza, "eu não podia retribuir. Eu tentava fazer isso com palavras e tom de voz, mas não adiantava. Sem a expressão facial, a emoção simplesmente morre aqui, sem ser compartilhada. Ela simplesmente morre".

Pesquisadores sabem há muito tempo que as expressões faciais são essenciais para a interação social e as categorizaram em detalhes. Eles sabem que expressões são universais; conseguem distinguir diferenças mínimas em expressões; por exemplo, entre um sorriso por educação e um autêntico.

Mesmo assim, uma questão permanece: como o cérebro interpreta as expressões dos outros tão rapidamente e com tanta precisão? A resposta provavelmente é de grande importância, dizem os especialistas, tanto para entender como as interações sociais ocorrem de forma suave e como elas podem ser problemáticas.

Estudos realizados até o momento apontam para o que psicólogos chamam de imitação facial. Durante uma troca social, as pessoas subconscientemente refletem a surpresa, repulsa ou alegria umas das outras - e, na verdade, interpretam a emoção ao sentir o que está incorporado em seu próprio rosto. Em resumo, sobrancelhas franzidas comunicam tanto quanto um sorriso, e transmitem sua própria carga emocional. Mas e se uma pessoa não consegue imitar nenhuma expressão?

Num novo estudo, o maior até hoje sobre a síndrome de Moebius, Bogart e David Matsumoto, psicólogo da San Francisco State, descobriram que pessoas com o distúrbio, independente de suas dificuldades sociais, não tiveram dificuldade nenhuma em reconhecer expressões de outras pessoas. Eles se saem tão bem quanto pessoas sem a síndrome na identificação de emoções de rostos em fotografias, apesar de não conseguirem imitá-las.

As descobertas sugerem fortemente que o cérebro tem outros sistemas para reconhecer expressões faciais, e que pessoas com paralisia facial aprendem a tirar vantagem deles. "Parece provável que eles desenvolvam estratégias compensatórias em resposta à deficiência de longo prazo", Tanya Chartrand, psicóloga da Duke University que não esteve envolvida no estudo da síndrome de Moebius, escreveu em mensagem de e-mail. "Essas estratégias não dependeriam do processo de mímica e permitiria a essas pessoas entender as emoções através de um caminho diferente".

Se essas estratégias forem capazes de serem ensinadas, afirmam especialistas, poderiam ajudar outras pessoas com certa incapacidade social, seja devido à ansiedade, problemas de desenvolvimento como autismo, ou causas comum de paralisia parcial, como a facial.

"Eu não tinha nenhum interesse específico em estudar paralisia facial, embora fosse portadora; havia muitas outras coisas que eu poderia ter feito", disse Bogart, em sua sala da Tufts. "Porém, na faculdade, busquei ver o que psicólogos tinham a dizer sobre isso, e não havia nada. Muito, muito pouca coisa sobre paralisia facial. E eu fiquei bem, fiquei com raiva".

A emoção a fez fechar o punho, endireitar o tronco e correu até os olhos, sem passar pelo rosto: "Raiva. Pensei que era melhor eu começar a estudar isso, porque com certeza ninguém iria fazê-lo".

A síndrome de Moebius não tem causa conhecida. Ela atinge menos de uma em cada mil crianças no nascimento, resultando em paralisia facial total ou quase total. Na maioria dos casos, os olhos não piscam e a íris só se move para cima e para baixo, roubando dessas pessoas olhares de soslaio e todo um vocabulário de olhadelas e virar de olhos. As provocações tendem a começar logo cedo na infância e se acumular, e ninguém consegue ver a vergonha ou a dor na pessoa que é alvo das brincadeiras. "É como ter uma deformidade e não puder se comunicar, tudo isso de uma vez só", disse Bogart.

A maioria das pessoas com essa condição se adapta. "Assim como no caso dos cegos, cujos sentidos de tato, olfato e audição se tornam mais afiados", disse Matsumoto. "O mesmo acontece aqui, eu acho, só que no domínio da comunicação não verbal".

Nos primeiros dois estudos, Bogart e Matsumoto fizeram com que 36 pessoas com síndrome de Moebius olhassem para 42 fotografias online padronizadas de expressões como raiva, alegria e tristeza. Os participantes identificaram corretamente as expressões cerca de três quartos das vezes - o mesmo índice de adultos sem a síndrome. Seu nível de paralisia não esteve relacionado ao desempenho.

Os resultados não significam que a socialização é fácil ou natural para pessoas com esse tipo de paralisia; a maioria tem dificuldades. Bogart e Matusmoto descobriram num estudo de acompanhamento que a principal razão para isso (além das feições imóveis, que distraem algumas pessoas) tem pouco a ver com uma incapacidade de reconhecer emoções nos outros.

A razão provavelmente tem a ver com a imitação, ou a falta dela. Numa série de estudos, psicólogos descobriram que a conexão social entre parceiros de uma conversa depende fortemente de um "toma lá, dá cá" rítmico e geralmente subconsciente de gestos e expressões que criam um tipo de boa vontade compartilhada. "Parte disso pode ser a aceitação da própria interação", disse Chartrand.

Se o timing não for certo - o estudo sobre a síndrome não considerou o timing -, a aceitação pode ser incerta e a interação falha. A forma como muitas pessoas com paralisia completa, ou quase completa, superam esse problema é confiando em canais além do rosto: olhos nos olhos, gestos das mãos, postura e tom de voz. Muitas pessoas com paralisia podem tornar esses instrumentos expressivos algo sutil ou potente.

"Encontrei minha voz, literalmente e figurativamente, com a fonoaudiologia", disse Matthew S. Joffe, diretor de serviços estudantis do LaGuardia Community College e terapeuta particular, que tem síndrome de Moebius. Joffe descreveu sua paralisia como pronunciada, "com uma boca que fica aberta e um lábio inferior pendurado".

"Eu uso muito humor", ele disse. "É uma forma de mostrar minha humanidade, em primeiro lugar, e ao longo dos anos as pessoas têm dito que minha risada é ótima. Eu rio do fundo da barriga, tenho muitas risadas diferentes para cada ocasião, e cada uma tem uma aparência distinta no meu corpo. Aprendi desde muito cedo que, devido aos duros padrões que a sociedade impõe, se eu não rir das coisas as pessoas provavelmente vão entrar em colapso".

Bogart também tem uma risada marcante. Seu queixo cai, os lábios se esticam e levantam levemente, e todo seu tronco balança. A necessidade de depender desses canais periféricos torna pessoas com paralisia especialmente sensíveis a esses sinais nos outros. "Numa festa, acho que consigo dizer se vale a pena conversar com uma pessoa em alguns segundos", ela disse. "Consigo ler o nível de conforto de uma pessoa, ou se elas conseguem trabalhar o desconforto, muito rapidamente".

Alguns psicólogos afirmam que as evidências de pessoas com paralisia e sem paralisia sugerem que o cérebro sintoniza em vários canais de uma vez quando ler as vibrações emocionais dos outros. A imitação certamente é um deles - mas precisa de uma ajudinha.

Num experimento publicado no ano passado, pesquisadores holandeses fizeram com que 46 estudantes da Leiden University formassem duplas para uma interação de 3 minutos com um colega que ou mentia, ou estava contando a verdade sobre uma doação feita a uma instituição de caridade. Os alunos que seguiram a orientação de não imitar as expressões de seu parceiro de conversa se saíram muito melhor em determinar quem estava dizendo a verdade do que os alunos orientados a imitar, ou que não receberam nenhuma orientação. "A imitação, seja espontânea ou produto de uma orientação, atrapalha a pessoa que tenta fazer uma avaliação objetiva" dos sentimentos reais do outro.

Os gestos e tons dos quais as pessoas com paralisia são tão adeptas trazem mais informações. "E achamos que pode haver outros sistemas também, em áreas pré-motoras do cérebro, que estão compilando toda essa informação" para que o córtex possa fazer um julgamento sobre a emoção, explicou Matsumoto.

Eu seu projeto atual de pesquisa, Bogart está gravando vídeos de dezenas de interações sociais com pessoas portadoras de vários tipos de paralisia, não apenas a síndrome de Moebius, mas também a paralisia de Bell, que muitas vezes congela metade do rosto, e lesões nervosas.

"A ideia é mostrar as entrevistas a pessoas para ver quais são suas expressões, desmembrar todos os elementos do rosto, voz, gestos, para observar o que é percebido pelas pessoas como positivo ou negativo", ela disse. "A ideia é que, se pudéssemos aprender quais são as melhores técnicas de comunicação não verbais, poderíamos ensinar às pessoas com dificuldades de sociabilizarão por qualquer motivo".

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Avaliação clínica da Paralisia Facial



A avaliação clínica do grau de paralisia facial é um dado subjetivo e que difere de examinador para examinador. Diversos sistemas têm sido propostos na padronização de uma escala universal, sendo o Sistema de House-Brackmann o mais amplamente aceito e adotado pela Academia Americana de Otorrinolaringologia:

Grau I: Normal

Função facial normal em todas as áreas

· Grau II: Disfunção Leve

Geral: leve fraqueza notável apenas à inspeção próxima; pode haver sincinesia muito discreta
No repouso: simetria e tônus normais
Ao movimento:
Testa: função boa a moderada
Olho: fechamento completo com mínimo esforço
Boca: leve assimetria

· Grau III: Disfunção Moderada

Geral: diferença óbvia mas não desfigurante entre os dois lados; sincinesia e/ou espasmo hemifacial notáveis
mas não severos
No repouso: simetria e tônus normais
Ao movimento:
Testa: movimento moderado a leve
Olho: fechamento completo com esforço
Boca: levemente fraca com o máximo esforço

· Grau IV: Disfunção Moderadamente Severa

Geral: fraqueza óbvia e/ou assimetria desfigurante
No repouso: simetria e tônus normais
Ao movimento:
Testa: nenhum movimento
Olho: fechamento incompleto
Boca: assimetria com o máximo esforço

· Grau V: Disfunção Severa

Geral: apenas uma movimentação discretamente perceptível
No repouso: assimetria
Ao movimento:
Testa: nenhum movimento
Olho: fechamento incompleto
Boca: movimento discreto

· Grau VI: Paralisia Total

Nenhum movimento.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Novos exercícios para paralisia facial


 Exercícios para paralisia facial


Cada sétimo nervo craniano controla os músculos de um lado da face. Um dano ou trauma causados para esse par de nervos pode causar paralisia facial temporária. Essa paralisia facial também é conhecida como paralisia de Bell. Os sintomas da paralisia facial incluem a dificuldade de mover os músculos de um lado da face, inclinando-se esses músculos, queda da pálpebra ou da boca. Exercícios para estimular os nervos cranianos, manter o tônus muscular e evitar aperto dos músculos podem ser úteis durante a recuperação da paralisia de Bell.


Levantar as sobrancelhas

Ao olhar-se no espelho, levante lenta e suavemente as sobrancelhas. Se uma sobrancelha não subir completamente, ajude levantando-a delicadamente com os dedos. Retire sua mão e veja se você pode sustentar as sobrancelhas. As sobrancelhas devem ser simétricas, levantadas na mesma altura.

Enrugamento e alargamento


Enrugue o nariz como se estivesse sentindo um cheiro ruim. Mantenha a posição e depois relaxe o rosto. Agora respire fundo e tente alargar as narinas enquanto estiver respirando. Um espelho irá ajudá-lo a ver se você consegue alargar as narinas.

Franzir o rosto


Na frente de um espelho puxe ambas as sobrancelhas em direção ao nariz franzindo o rosto. Use as pontas dos dedos para ajudar se uma sobrancelha não se mover. Retire a mão e preste atenção para ver se consegue segurar o rosto franzido. Você deve procurar simetria, para ver se ambas sobrancelhas movem-se da mesma forma.

Sorriso

Relaxe na frente de um espelho e sorria. Se um lado da boca não se mover, ajude delicadamente com os dedos. Retire a mão e veja se pode segurar o sorriso. Você deve ter um sorriso simétrico. Relaxe e tente sorrir com apenas um lado da boca. Mais uma vez, ajude com os dedos, se necessário. Retire as pontas dos dedos e veja se consegue segurar o meio sorriso.

Beber de canudinho


Encha um copo com água e beba-o com canudinho. Você pode derramar um pouco no início, mas a água é fácil de limpar. Depois que beber água, experimente bebidas mais encorpadas como um milkshake ou frapê. Bebidas mais encorpadas exigem mais esforço dos músculos faciais.

Feche os olhos

Comece olhando para baixo. Use a parte de trás do dedo indicador e pressione suavemente sobre os cílios para manter o olho fechado. Com a outra mão, estique delicadamente a sobrancelha para cima e solte. Trabalhe todo o caminho ao longo da sobrancelha começando perto do nariz e movendo-se para o canto externo da testa. Isso vai ajudar a relaxar os músculos ao redor da pálpebra para que o olho feche corretamente.

Olhe com os olhos semi-cerrados


Olhe com os olhos semi-cerrados como se tivesse saído de um quarto escuro para um sol forte. Agora tente espremer os olhos firmemente fechados, e então relaxe.

domingo, 4 de agosto de 2013

Médica testa técnica que regenera nervo ligado às expressões do rosto

Clique na imagem para ampliá-la e veja como a técnica é aplicada (Arte: CB/D.A Press)
Clique na imagem para ampliá-la e veja como a técnica é aplicada
As paralisias no rosto causam grandes estragos. Interferem em aspectos fisiológicos, como a incapacidade de piscar os olhos, que pode levar à cegueira; e sociais, já que as expressões faciais ficam comprometidas. O tratamento para o problema costuma ser complexo. Em busca de aprimorar esse processo, a otorrinolaringologista Raquel Salomone decidiu testar, em seu doutorado na Universidade de São Paulo (USP), uma nova técnica para recuperar movimentos faciais utilizando células-tronco. O experimento inicial foi feito com ratos e obteve sucesso, além da premiação no Congresso Mundial de Otorrinolaringologia, em junho, na Coreia do Sul, na categoria jovem cientista.

Desde 2006, Raquel atua no Ambulatório de Paralisia Facial Periférica da Faculdade de Medicina da USP. O interesse em criar uma técnica que aprimorasse tratamentos para ajudar a corrigir esse tipo de problema no rosto foi despertado nesse período. "A minha iniciativa surgiu justamente dos resultados ruins de alguns casos de paralisia facial e da inúmeras possibilidades que as células-tronco proporcionam", conta. Salomone resolveu realizar a pesquisa com ratos e provar a suspeita de que, por meio de células-tronco, seria possível regenerar o nervo facial danificado. "Essa é a grande questão da minha pesquisa: Consegui provar que é possível justamente por elas 'suprirem' a falta das células necessárias para a regeneração neural", explica a pesquisadora.

Na técnica realizada por Salomone, os animais foram submetidos a neurotmese — um trauma físico grave nos nervos. Para isso, foi cortado um pedaço do sétimo nervo craniano das cobaias, deixando um espaço entre as duas partes remanescentes. A lesão induzida foi a mais crítica possível, com prejuízos além dos da maioria dos casos clínicos. Os ratos com paralisia foram, então, divididos em grupos: parte deles foi tratada com um tubo de silicone vazio; outra, com um gel colocado dentro do tubo de silicone; o terceiro grupo recebeu células-tronco no tubo; e o quarto, células-tronco diferenciadas em células de Schwann, uma espécie de capa que reveste os axônios, que constituem os nervos.

Os ratos tratados com células-tronco tiveram melhoras quando comparados aos resultados obtidos com as cobaias submetidas aos outros dois tratamentos. "Todos os tipos de lesões neurais que causam sequelas, como as axoniotmeses e as neurotmeses, foram o foco da pesquisa. As células-tronco fariam o papel e/ou dariam suporte para que as células envolvidas na regeneração neural, como as células de Schwann, pudessem sobreviver", destaca Raquel. "Todos os animais nos quais foram implantadas células-tronco (indiferenciadas ou já diferenciadas) tiveram melhora muito mais expressiva do que os outros que receberam outros materiais. Confirmamos, assim, a hipótese de que as células-tronco podem realmente contribuir para a regeneração do nervo."

Outra constatação importante foi o sucesso maior obtido com as células-tronco indiferenciadas. A pesquisadora acredita que isso se deve ao uso do tubo de silicone no tratamento. "Como são capazes de desempenhar múltiplas funções, as células de Schwann precisam de um maior substrato para sobreviver, e isso foi dificultado pelo tubo", diz.

Recuperação complexa
Para Silvio Caldas, chefe do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), há outros estudos que propõem o uso de células-tronco para estimular nervos, mas ele ressalta que a pesquisa realizada por Salomone se diferencia pela uso de uma técnica bem-sucedida e por estar focada nos nervos faciais, uma estrutura muito complexa de tratamento. "A pele se regenera rápido porque suas células cutâneas têm regeneração alta, os nervos não", compara. "Por isso, sempre procuramos algo, sejam substâncias químicas, sejam técnicas cirúrgicas, que ajudasse a estimular os nervos."

Caldas destaca que o local em que as células-tronco foram aplicadas fez toda a diferença para o trabalho ter atingido um resultado satisfatório. "Diferentemente de outras técnicas, essa da USP não busca o tratamento na célula, mas, em seu prolongamento, o local responsável pela regeneração, o axônio", explica. Os axônios são revestidos por uma capa formada pelas células de Schwann, que dão ao nervo o suporte de que ele necessita. A regeneração do nervo, portanto, depende dessa estrutura celular.

Segundo Salomone, a pesquisa continua. O próximo passo é implantar células-tronco humanas nos animais submetidos a neurotmese. Caso a melhora seja novamente detectada, a etapa seguinte será o estudo clínico, com a adoção do procedimento em pacientes de cirurgia para reconstituição do nervo facial. "Ganhar o prêmio no Congresso Mundial de Otorrinolaringologia, um dos mais importantes na área, com concorrentes de várias universidades do mundo, como a Harvard, prova que, se houver apoio, temos muita capacidade", destaca.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Fonoterapia/ Fisioterapia é necessária na paralisia facial?



Sim! A fonoterapia/fisioterapia é importantíssima para que ocorra uma melhora rápida e minimizar as seqüelas, contudo estes procedimentos devem ser realizados por profissionais qualificados.

Quanto mais precoce o inicio, melhor o prognóstico mas não nunca faça fonoterapia/fisioterapia tipo "choque" elétrico no rosto e nem procure a fonoaudióloga/fisioterapeuta antes de se consultar com o Otorrinolaringologista.

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